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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Calendário do Advento para um Natal Consciente - Dia 24

Tu és a luz do mundo


Obrigada!
Do fundo do coração, muito obrigada por teres partilhado estes dias comigo.

Espero que estes dias te tenham relembrado da tua essência, da luz e do amor que trazes contigo por seres quem és.

Que esta mensagem fique para sempre contigo: TU ÉS A LUZ DO MUNDO!

Sorrisos e um FELIZ NATAL!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Calendário do Advento para um Natal Consciente - Dia 23

Silêncio

Hoje vou experimentar não valorizar nenhuma história que surja na minha mente.

E vou ouvir as histórias dos outros em silêncio.

Só quando me distancio das histórias, ganho perspetiva, reconheço o silêncio que as acolhe e posso sentir a essência de quem realmente sou.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Calendário do Advento para um Natal Consciente - Dia 22

Escuta com atenção


E se escutar for um ato de amor?

Escutar com verdadeira atenção, sem julgar, sem interromper, sem querer adicionar nada ao que nos é dito.

Hoje a minha intenção é escutar. Silenciar-me e escutar os outros com o meu coração.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Calendário do Advento para um Natal Consciente - Dia 21

Alegra o teu dia e o de mais alguém

Com a aproximação do Natal, muitos de nós temos imensos afazeres.

No meio de tantas atividades, será que ainda nos lembramos do espírito do Natal?

Hoje tenho a intenção de fazer algo que me alegre e de proporcionar alegria no dia de alguém. Que eu possa ser uma expressão do que é realmente mais importante nesta época festiva: alegria e amor.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Calendário do Advento para um Natal Consciente - Dia 20

O perdão

Que hoje seja um dia para me lembrar que perdoar é esquecer - esquecer o passado e ver este momento com a leveza e a frescura do amor.

sábado, 19 de dezembro de 2015

Calendário do Advento para um Natal Consciente - Dia 19

Pausa consciente de compaixão

Hoje, sempre que perceber que estou a ser dura, crítica e impaciente comigo, escolho lembrar-me de colocar a mão no centro do meu peito, num ato de carinho e compaixão.

Ao colocar a mão no peito, faço algumas respirações conscientes e digo que está tudo bem, que posso amar-me e aceitar-me como sou.


sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Calendário do Advento para um Natal Consciente - Dia 18

Compaixão por ti

A tristeza da nossa alma é totalmente revelada quando nós contactamos com a nossa dor, direta e conscientemente. É revelada quando ficamos com a dor e reconhecemos profundamente que este ser humano está a passar um momento difícil. Nesses momentos nós descobrimos um ressurgir natural da compaixão - a ternura do nosso próprio coração que perdoa." ~ Tara Brach, True Refuge



É fácil gostar de nós quando tudo corre como imaginamos, o famoso "corre bem". É fácil sentirmo-nos bem connosco quando alcançamos objetivos ou temos sucesso. 

E quando acordamos irritados ou tristes, sem saber bem porquê? E quando falhamos as nossas expectativas? E quando as coisas "não correm como esperamos"?

Todos estamos nesta jornada interior de reconhecer a luz e o amor que somos. Outros podem reconhecer a luz em nós. No entanto, os outros não podem fazer o nosso caminho. Acredito que cabe a cada um de nós começar a reconhecer a luz em si mesmo, tendo muita compaixão por si próprio, pelo seu caminho, pelas suas dores, pelas suas alegrias, pelos seus tropeços e pelos passos firmes. 

Que os passos do caminho sejam suaves, com compaixão e carinho por nós.

Que hoje me lembre de ser suave comigo. Que me lembre de me tratar como gostaria que uma grande amiga me tratasse. Que me lembre que não existe nada mais importante que sentir-me bem comigo, mesmo quando não me sinto bem!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

.:. Gratidão

Por me lembrar. E por encontrar muitas inspirações na minha vida que me lembram da força do amor.


Por encontrar pessoas que me têm mostrado o poder da gentileza.
Por ter aberto o meu coração ao não julgamento. 
Ter aprendido que a crítica é apenas uma forma de esconder inseguranças.
Por aprender, no meu dia-a-dia, que sou capaz. 
Por ter perto de mim duas crianças que me ajudam a perdoar o que sinto da minha infância e a redescobrir-me.
Por saber que sempre que reconheço o passado é apenas uma oportunidade para o soltar e não para o repetir.
Por saber que afinal posso acolher em vez de resistir.
E descobrir que assim a vida torna-se mais suave e sorridente. 

Calendário do Advento para um Natal Consciente - Dia 16

Vamos meditar juntos?

Uma das práticas que me ajuda a intensificar o estado de presença é a meditação.

Parar, observar este momento, sentir o que estou a sentir, entrar em contacto com o meu corpo, escutar o silêncio, escutar os sons.

Para mim, meditar é estar aqui e agora, com aquilo que está a acontecer.

Comer pode ser uma meditação. Preparar uma refeição. Brincar com os meus filhos. Escutar alguém. Tomar banho.

Os nossos dias podem ser vividos em meditação.

Só que as distrações são muitas. A meditação formal - parar, sentada ou deitada, de olhos fechados, e não querer mais nada além deste momento - é uma forma de remover as distrações da minha consciência, olhar para dentro e focar a minha atenção no momento presente.

Meditar não é parar de pensar. É simplesmente observar o que está a acontecer agora. Podemos direcionar a nossa atenção para a respiração, para o nosso corpo, como uma forma de focar a mente neste instante e também começarmos a estar em contacto com o corpo.

Se estivermos constantemente a pensar e "virados para fora", escutamo-nos pouco. A respiração e o nosso corpo são portais de entrada para a presença consciente, para o momento presente. São uma forma de começarmos a "habitar" este instante, com consciência e carinho.

Se não costumas meditar ou apenas meditas de vez em quando, convido-te a meditar hoje. Nem que seja apenas por 5 minutos.

Observa a tua respiração. O ar a entrar e a sair. Sente a temperatura do ar a entrar nas narinas. Sente a temperatura do ar a sair pelas narinas.

Os pensamentos vão surgir. E tu podes distrair-te com eles. Quando deres conta que te distraiste, volta a tua atenção para a respiração.

Não existem meditações boas ou más. Não existem meditadores bons ou maus (não existem meditadores... mas isso é um assunto para outra altura!).

O mais importante é a tua intenção de parar e estar aqui e agora. As vezes que vais ter que redirecionar a tua atenção para a respiração não significa nada. Umas vezes vais redirecionar muitas vezes. Outras vezes menos. Cada instante que dás conta da distração é um ponto de luz que se acende em ti.


terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Calendário do Advento para um Natal Consciente - Dia 15

Uma tarefa mindful

É minha intenção diária estar presente a cada instante, ou pelo menos, sempre que me lembro.

Contudo, é muito fácil entrar nos filmes da mente, pensar no que vamos fazer a seguir, no que dissémos ontem ou no que poderia ter acontecido.

Há uns meses atrás escolhi lavar os dentes e tomar banho de forma consciente. Quando pego na escova de dentes ou entro no chuveiro lembro-me de respirar conscientemente e trazer a minha atenção para o aqui e agora. Se me distrair, mal dou conta que estou distraída, volto para o momento presente.

A minha intenção é criar mais momentos destes e por isso, hoje vou adicionar uma terceira atividade que me relembre, diariamente, a estar presente enquanto a faço: fazer a cama.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Calendário do Advento para um Natal Consciente - Dia 14

Um objeto mindful

Cá em casa temos um sino pequenino para nos relembrar a respirar conscientemente. O Rodrigo pediu como brinquedo e eu lembrei-me que podia ser uma boa forma de nos ajudar a todos a estar mais presentes em família.

Às vezes sou eu que passo pelo sino, pego nele de forma consciente, toco, e respiro conscientemente.

Sempre que ouço o Rodrigo brincar com ele, páro e respiro conscientemente.

O meu marido tem usado o sino nos momentos em que o Rodrigo está mais agitado, e é uma forma suave de o relaxar.

Hoje quero introduzir outro objeto mindful na minha vida. Outro objeto que me relembre a respirar conscientemente, que me relembre a parar e estar atenta ao espaço de consciência em mim.


domingo, 13 de dezembro de 2015

Calendário do Advento para um Natal Consciente - Dia 13

3 Minutos Conscientes


1º Passo: Tomar consciência
Em qualquer momento do teu dia, para e escolhe, de forma intencional, focar a tua atenção no momento presente. Coloca-te numa postura mais direita, seja sentada(o) ou de pé, e se possível fecha os teus olhos. Depois, olhando para “dentro”, pergunta-te: qual é a minha experiência agora?
- Que pensamentos estão na minha mente? Permite-te reconhecer os pensamentos, de forma não julgadora.
- Que emoções estou a sentir? Se forem sensações agradáveis, permite-te observá-las e senti-las, desfrutar delas. Se forem desagradáveis, reconhece-as e observa-as com carinho e aceitação.
- Que sensações estou a sentir no meu corpo? Faz uma observação rápida do teu corpo, da cabeça aos pés, reconhecendo se existe alguma tensão ou contração no teu corpo.
Reconhece o que sentes, sem querer mudar as sensações. (Este passo pode durar mais ou menos um minuto.)

2º Passo: Focar a atenção 
Neste momento, foca a tua atenção na tua respiração. No inspirar e expirar. Na barriga a expandir e contrair em cada respiração. Se sentires alguma sensação no corpo, reconhece-a e retorna a tua atenção para a respiração. Se algum pensamento captar a tua atenção, reconhece-o e volta a tua atenção para a respiração. Mantém a consciência da respiração durante, pelo menos, um minuto.

3º Passo: Expandir a atenção 
Neste passo, expande a tua atenção para além da respiração, de forma a abarcar todo o teu corpo. Permite-te sentir todo o teu corpo, incluindo alguma emoção ou sensação física que estejas a sentir, mesmo que seja desconfortável. A ideia é estar consciente do corpo e da respiração, sem querer mudar o que sentes. Se não sentires nada no teu corpo, deixa-te apenas estar consciente da energia do teu corpo e da tua respiração por um minuto.

(Adaptação de um exercício proposto no livro “Mindful Birthing”)

sábado, 12 de dezembro de 2015

Calendário do Advento para um Natal Consciente - Dia 12

Gratidão 

O simples reconhecimento da que está tudo bem agora é uma atitude de gratidão à vida.
O reconhecimento de um sorriso. De um olhar. De uma palavra.

A gratidão, para mim, é um sentimento interior de suficiência, abundância e perfeição, aqui e agora. Hoje é um dia para relembrar e entrar neste espaço interior mais vezes.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Calendário do Advento para um Natal Consciente - Dia 11

Bondade

Acredito que todos somos naturalmente bons. A nossa essência é uma fonte de bondade, de amor, de alegria e abundância.

Que hoje eu me lembre que todos os comportamentos nascem de uma expressão de amor ou de um pedido de amor.

Só quando nos esquecemos que somos amor é que tratamos mal os outros, julgamos, temos medo, sentimo-nos culpados.

Que hoje eu me lembre que o amor é a resposta a todos os pedidos de amor.

E que eu me lembre de agir a partir desse amor e não a partir da pena e da carência. Dou realmente aquilo que penso sobre esse dar, sobre mim nesse instante. Que eu me lembre da bondade em mim... e em todos.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Calendário do Advento para um Natal Consciente - Dia 10

Deixar ir

Deixar ser o que é, porque já é.
Deixar ir o que não está aqui, como pensamentos, memórias, desejos, expectativas e medos, porque aquilo que a mente me diz não é necessariamente verdade (e normalmente não é). 
E porque agarrar-me a ideias distrai-me deste momento e não me ajuda a viver melhor!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Calendário do Advento para um Natal Consciente - Dia 9

Aceitação

É reconhecer o que é neste momento.
Não é concordar. Mas também não é resistir ou imaginar como seria se não fosse.
No momento em que aceito, uno a minha consciência com a vida.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Calendário do Advento para um Natal Consciente - Dia 8

Não esforço

A vida é para desfrutar, agora.
 Hoje vou lembrar-me de parar e não correr atrás do amanhã.
A vida acontece aqui e a qualidade deste momento é a única coisa que realmente importa.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Calendário do Advento para um Natal Consciente - Dia 7

Confiança

Hoje escolho relembrar o quanto é importante confiar em mim, na inteligência do meu corpo e na sabedoria que a vida inspira na minha mente. 
Só assim dou aos outros a minha confiança.


sábado, 5 de dezembro de 2015

Calendário do Advento para um Natal Consciente - Dia 5

Paciência


Inspiro, estou aqui.
Expiro, a paciência é uma forma de estar e deixar ser o que é neste instante. 
Inspiro e respeito este instante. 
Expiro e relaxo.


sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Calendário do Advento para um Natal Consciente - Dia 4

Não julgamento

Eu posso reconhecer que surgem em mim julgamentos e observá-los, sem me julgar ou julgar os julgamentos como positivos ou negativos. 
Sou o espaço onde eles surgem. Relaxo nesse espaço.




quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Calendário do Advento para um Natal Consciente - Dia 3

Mindfulness 

(Ou como o Eckhart Tolle lhe chama: PRESENÇA)

Estar em cada instante completamente, presente e consciente.
Sempre que me lembrar posso perguntar: Qual o meu relacionamento com este momento?

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Calendário do Advento para um Natal Consciente - Dia 2

Just breathe 

Que hoje seja um dia para me lembrar de observar a minha respiração.
Sempre que me lembrar, ao longo do dia, páro por um instante, inspiro e expiro com total consciência do que está a acontecer.

Inspiro e sinto o ar a entrar. 
Expiro e sinto o ar a sair.
Inspiro e reconheço como me sinto.
Expiro e permito sentir-me como me sinto.
Inspiro e estou aqui.
Expiro e está tudo bem.


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Calendário do Advento para um Natal Consciente - Dia 1

Quais são as minhas intenções para este mês?

Começa o mês do Natal e é uma boa altura para refletir sobre o significado do Natal e quais as nossas intenções para a vivência do mesmo.

Eu vou partilhar contigo a minha reflexão e as minhas intenções.

Para mim, o Natal é um símbolo da união e uma oportunidade para me relembrar da mensagem de Jesus: amar, ver para além das atitudes, dos pensamentos e das emoções, ver e sentir o amor no outro. Só o amor é real e só o amor é importante.

É minha intenção parar mais, observar mais.
É minha intenção estar mais momentos em silêncio.
É minha intenção escutar a partir do coração, com mais silêncio interior.
É minha intenção usar a respiração como uma forma de trazer a consciência para este instante.
É minha intenção parar uns minutos, todos os dias, para fazer uma meditação de bondade amorosa, em relação a mim e aos outros (Loving kindness meditation).
É minha intenção mostrar aos meus filhos que a essência do Natal está no reconhecimento da nossa luz interior, nas várias formas que isso possa tomar.
É minha intenção partilhar estes dias contigo, como uma forma de inspirar-te a reconhecer a TUA luz amorosa!

Queres receber no teu email estas ideias? Envia-me um email para angelamaria.mvieira@gmail.com.

domingo, 22 de novembro de 2015

Antes de julgares um bebé de chorão e mamão...

Repara se ele está mesmo com fome.

Verifica a fralda.

Tem calor ou frio?

Cólicas?

Sono?

Está no seu ambiente habitual?

As pessoas à volta costumam estar com frequência com o bebé? Estão muitas pessoas perto ou à volta do bebé? Estão a falar alto? Como se sentem as pessoas?

O bebé anda de colo em colo?

O bebé está a ser demasiado estimulado com brinquedos muito coloridos e sons altos?

O bebé quer uma roca ou um peluche para brincar?

O bebé quer deitar-se para movimentar os bracinhos e as pernas como lhe apetece?

E lembra-te sempre que aquilo que tu dizes a um bebé fica guardado na sua memória, está a criar a sua auto-imagem. 

Podes também lembrar-te que a maminha é para alimentar, consolar, adormecer, nutrir o corpo e a alma! 

Parar para observar um bebé, sem o julgar, sem querer nada dele... é um ato de amor e empatia profunda. Acredito que dessa forma conseguimos compreender o bebé, responder às suas necessidades e proporcionar um ambiente seguro para essa criança desenvolver a sua auto estima.


Não reação, que é como quem diz, parar um bocadinho!

Não significa não sentir.

Significa que dou espaço. Espaço entre o que se passa dentro de mim (emoções e pensamentos) e aquilo que faço e digo.

Nem sempre consigo. E está tudo bem.

A família pode ter o dom (e tem muitas vezes) de despertar em nós feridas adormecidas que estão prontas para gritar a sua dor e atirá-la com toda a força para fora de nós. O problema é que quando tentamos despejar a dor que sentimos nos outros, fazendo deles os culpados pelo nosso estados emocional, continuamos a perpetuar uma dor que vive em todos nós, a dor que recria os problemas, a dor que continua a minar os nossos relacionamentos e a dar mais lenha para as feridas arderem, em todos nós.

Não reagir não é dar a razão ao outro (embora possa parecer). Não reagir é observar, reconhecer o que está a acontecer no momento e agir a partir desse espaço interior de maior clareza e discernimento.

Se olharmos para o que está a acontecer agora, sem associar ao que já aconteceu no passado ou com medo do que isso pode implicar no futuro, a qualidade das nossas ações e interações AGORA reflete-se em harmonia, paz e bem-estar.

Isso não significa que estamos em estado zen o tempo todo. Significa que colocamos a intenção de viver no aqui e agora, momento a momento, descobrindo o que é mais importante para nós.

Tenho descoberto que o mais importante para mim é sentir-me em paz. E descubro que sempre que escolho essa paz, as ações que afloram a partir daí são mais amorosas. Nem sempre são aquilo que é mais comum ou o que esperam de nós, nem sempre as pessoas à volta demonstram compreender, às vezes as pessoas olham para nós como se fossemos um extraterrestre, nós próprios ficamos surpreendidos (o deslumbre acontece muitas vezes). Mas há algo que comigo acontece SEMPRE: o bem-estar interior de fazer aquilo que faz sentido para mim nesse momento (e que às vezes significa não fazer nada).

Quando permitimos que este espaço interior aconteça (ou melhor, quando nos permitimos tomar consciência deste espaço interior, não dando ouvidos às vozes que se sobrepõem) estamos a ser verdadeiros connosco. Começamos também a conhecer-nos. Sim, porque quando reagimos estamos apenas a dar continuidade a padrões e emoções que não são aquilo que somos, são apenas memórias que se vão repetindo, às vezes de geração em geração, graças à ação inconsciente, sem parar, sem questionar ou refletir, sem dar espaço à nossa voz interior.

Viver sem parar é viver como estranhos de nós mesmos. Fazemos porque é assim, porque é esperado, porque os outros também fazem, porque dizem nas revistas e nos livros, porque temos medo do que possa acontecer se fizermos diferente. Ou então fazemos diferente porque queremos ser diferentes dos outros, queremos ser mais e melhores. A ação em vez de partir do coração, parte das memórias que nos separam uns dos outros e não nos unem na essência.

Parar, observar, escutar, agir. Dar vida à essência que se manifesta através de cada um de nós, desfazendo a inconsciência que se alimenta da pressa, do medo e da culpa.




sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Tenho tempo para ti

Da próxima vez que "não temos tempo" estiver para sair da minha boca, a minha intenção é parar, observar-te e abrir mão do meu apego ao tempo,

Quando eras mais pequeno... havia sempre tempo.

Só que tu ainda és pequeno e tenho ouvido vezes de mais, vindo do teu coraçao, "temos tempo mãe?".

Obrigada por me mostrares o quanto eu corro sem destino, o quão inquieta posso ficar neste instante e como posso parar e amar-te, com tempo.

Obrigada por me mostrares que o tempo não cura, mas o parar e amar-te, aqui e agora, a brincar com carrinhos ou a ver as brincadeiras que queres mostrar-me como fazes, cura qualquer inquietação ou dor que ainda teimo em trazer do passado.



terça-feira, 27 de outubro de 2015

morning walk & gratidão



« brincar às casinhas
« frio
« folhas secas e colares
« tentar trepar às árvores
« bananas
« porquê que as folhas caem
« chuva & guarda-chuva & corridas
« soninho bom da mais pequena
« conversas divertidas


domingo, 20 de setembro de 2015

Aceitar o que sentes

E aceitar o que os outros pensam que tu sentes.

Ontem dei comigo a justificar o meu comportamento. Só porque alguém disse que eu estava com medo.

Eu não estava. E justifiquei e expliquei o meu comportamento.

Se pensar sobre isso, faço-o várias vezes. E qual o  propósito da minha explicação? Aprovação.

Estão a dizer uma coisa que não está de acordo com aquilo que eu estou a pensar, sentir. Eu tenho que me justificar, explicar, esclarecer.

Dependendo das situações, pode (e deve) ser útil.

No entanto, quando a justificação surge de uma necessidade de aprovação, não acredito que seja útil. É útil no momento em que reconheço e "acordo" desse padrão.

E ao escrever isto lembrei-me que me justifiquei, tal como me justificava com a minha mãe, quando ela dizia que eu estava a fazer algo porque eu estava a pensar isto ou aquilo, e EU NÃO ESTAVA! Eu ficava furiosa com isso. E o que me deixava mais furiosa é que não adiantava eu dizer que não era isso que eu estava a pensar/sentir.

Estar consciente do momento presente permite-nos encontrar padrões emocionais e perdoar dores do passado, abrindo o coração a novas escolhas e, acima de tudo, à liberdade de ser quem somos.

Além disso, permite-me criar os meus filhos de forma mais consciente. Perguntar a uma criança como se sente e oferecer vocabulário emocional é fundamental.

"Parece-me que estás frustrado. Como te sentes?"
Ao ler uma história: "Como achas que a Camila se sentiu quando viu o gatinho?"
"Eu senti-me muito irritada quando gritaste."


sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Conseguir lidar com as exigências que o dia-a-dia com duas crianças pequenas traz

Acredito que é fundamental reconhecermos qual é a nossa verdadeira motivação para praticarmos meditação ou outra "técnica" qualquer. 

Há pessoas que chegam até mim porque, de alguma forma, não estão satisfeitas com a sua vida, ou melhor, não estão satisfeitas com a forma como se sentem. Muitas vezes, acreditam que é mudando a sua situação de vida que vão ser mais felizes, vão viver mais em paz e vão sentir-se melhor.

Eu acredito nisso tantas vezes! E depois, respiro fundo, observo a tendência de colocar fora de mim a felicidade, e faço o meu trabalho interior, aquele que ninguém pode fazer por mim: escolho este momento e reconheço que "a felicidade é uma escolha que eu tenho que fazer" (UCEM).

Foi através do UCEM que eu descobri a importância de estabelecer uma meta principal, ou descobrir qual a minha verdadeira meta, aquilo que realmente quero. E descobri, que no meio de vários objetivos diferentes, o meu objetivo é sentir-me em paz. 

A paz como meta, ajuda-me a centrar e a respirar fundo nos momentos mais desafiantes. Ajuda-me a SENTIR o que faz sentido e está alinhado com essa meta.

As 7 atitudes mindfulness, apresentadas por Jon Kabat-Zinn são uma excelente forma de me relembrar a focar no momento presente e a constatar que existe sempre uma paz presente, mesmo no meio do turbilhão emocional (mesmo que demore um pouco até essa constatação).

Eu já falei aqui no blog várias vezes sobre as atitudes. Já fiz vídeos sobre as mesmas. E continuo a escrever porque continuo a expandir a minha experiência com elas.

Gosto de focar a minha atenção numa atitude por dia ou por semana. Desta vez, vou focar-me numa atitude por dia, durante 7 dias.

Sexta-feira: Não julgamento.
Sábado: Mente de principiante.
Domingo: Paciência.
Segunda-feira: Confiança.
Terça-feira: Não esforço.
Quarta-feira: Aceitação.
Quinta-feira:Deixar ir.

Com uma bebé de um mês e uma criança de quase 3 anos nem sempre é fácil encontrar um momento descansado e em silêncio para meditar (sem adormecer em menos de um minuto). 

Tenho conseguido meditar entre 10 a 20 minutos todos os dias, e sinto que isso me ajuda imenso. 

Além disso, é fundamental estar presente nas atividades mais simples e rotineiras do dia-a-dia. 

Lembrar-me de estar aqui e agora enquanto mudo fraldas, como, bebo, dou de mamar, faço as refeições, trato das roupas, brinco com o Rodrigo, converso com as pessoas, atendo o telefone, escrevo emails, danço com a Ines para ela adormecer, tomo banho, é também fundamental para me sentir em paz, serena e conseguir lidar com as exigências que o dia-a-dia com duas crianças traz.

Ah... todas as atitudes estão relacionadas umas com as outras, mas posso dizer que a PACIÊNCIA tem sido a atitude que mais tenho desenvolvido e que tem que estar presente todos os dias. É fácil ter paciência quando eles são bebés, mas quando começam a crescer e, nesta fase, com uma irmã mais nova, que de repente começou a ocupar um espaço cá em casa (e no colo da mãe e do pai), a PACIÊNCIA tem sido a minha melhor amiga, de mãos dadas com o AMOR ENORME que me ajuda a colocar no lugar dele!



quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Just admit

Just admit: My life is not in my hands.
It is in God's hands.
Offer yourself up.
Live on God’s plate.
Climb into God’s soup bowl. 
Be willing to be even a single lentil seed in the Lord's minestrone pot.
Like this, become God’s Prasad.
Don’t know how.
Just say 'Yes' and let him take you inside.
~ Mooji

A palavra Deus mexe comigo. Qual Deus? O que é isso de Deus?
Tenho aprendido a abrir mão deste "medo" da palavra Deus, deste medo da imagem de Deus que eu fiz. 
Não saber o que Deus É é a melhor forma de o reconhecer.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

E se cada mudança de fralda for um ato de amor, em vez de um ato banal?


Podemos fazer dos nossos dias rotineiros com as crianças dias fascinantes, repletos de amor.

E se o nosso amor for sentido pelos nossos filhos como atenção consciente? 

Cada mamada. Cada muda de fralda. Cada festa. Cada beijinho. 

Um gesto que se renova a cada instante.

As rotinas deixam de ser banais. Reconhecemos a sua importância: é nos pequenos gestos do dia-a-dia que demonstramos o nosso amor e sentimos a felicidade!


Quantas vezes fazes uma coisa a pensar em mil e uma outras coisas?

Quando estamos com alguém, a outra pessoa sente a nossa energia, a forma como nos sentimos e a nosso estado de atenção - se estamos ou não presentes, neste instante, ou se estamos a pensar noutra coisa.

Os bebés são altamente sensíveis. E a sua forma de comunicar não é verbal, o que significa que necessitam muito mais da nossa atenção consciente.

É normal que a mente vagueie (é o que ela faz) e é normal que nós não estejamos 100% do tempo presentes. Para mim, o mais importante quando lidamos com um bebé é ter a consciência que a nossa mente vagueia e ter a intenção de estar o mais presente possível. 

Quando o Rodrigo era pequeno, lembro-me de ter percebido a importância de estar presente para ele nos momentos em que não estava presente. 

Quando estava a pensar noutra coisa, quando pegava nele sem o avisar e sem estar conectada com ele, a olhar para ele (estava com a mente noutra coisa), ele chorava. Isso chamou a minha atenção.

E ainda hoje é assim. Quando eu estou presente para ele, atenta a este instante, existe uma ligação entre nós de entendimento, compreensão e cooperação. 

Acredito que quando são ainda mais pequeninos, recém-nascidos, é também muito importante criar esta ligação. Mesmo que eles possam não compreender tudo o que dizemos (não sei bem se é assim ou não), mesmo que eles não nos possam responder ou comunicar as suas necessidades verbalmente, mesmo que pareça que eles não entendem o que nós estamos a fazer, eu sinto que é importante estar PRESENTE com eles e comunicar-lhes o que está a acontecer.

Quando damos de mamar.

"Queres leitinho? Vou dar-te a maminha."

Quando lhes trocamos a fralda e a roupa.

"Vamos trocar a fralda. Vou mudar esse interior. Vou tirar uma manga, a outra. Vou vestir-te um interior lavado. Vai passar por cima da tua cabecinha e dos teus olhinhos. Agora uma manga. Agora outra."

Quando lhes damos banho.

"Está na hora do banho. Vou despir-te. (...) Agora vou colocar-te na água. Está quentinha. Vou limpar os teus olhinhos. É bom sentir a água no rosto? Vou colocar água na tua cabecinha e lavar o teu cabelo. (...) Agora vou tirar-te do banho e vou colocar-te na toalha."

Quando os pegamos ao colo.

"Vou pegar em ti." (Esteja na cama, no ovo, no sling, no colo do pai.)
"O mano quer pegar em ti. Agora é ele que vai segurar em ti ao colo."

É claro que há momentos de silêncio. Se calhar há dias em que o banho é mais em silêncio.

Às vezes, a mudança da fralda a meio da noite também é mais em silêncio.

Quando estamos presentes, conseguimos um equilíbrio entre o que é dito e o que é transmitido em silêncio.

O mais importante, para mim, é ter a noção de que um bebé não é um boneco, é uma pessoa, num corpo pequenino, que está a crescer e precisa da nossa atenção. 

Se conseguirmos estar silenciosos dentro de nós e conectados com os nossos bebés, é provável que a nossa resposta aos seus pedidos não verbais seja mais certeira. E mesmo quando não é, a nossa capacidade de aceitação do momento, por mais caótico que seja (ter duas crianças a chorar ao mesmo tempo pode tornar-se caótico), expande-se.

Ter um bebé nos braços pode ser uma oportunidade para abrandar o ritmo, tomar consciência do momento presente e amar cada instante, como ele é, pelo que ele é. Sem pensar no futuro, apenas a desfrutar deste momento tão bonito e simples.




domingo, 16 de agosto de 2015

Aceitação radical


“On this sacred path of Radical Acceptance, rather than striving for perfection, we discover how to love ourselves into wholeness.” ~ Tara Brach

É nesta aceitação que reconhecemos tudo aquilo que ainda não conseguimos aceitar, ao qual resistimos ou não conseguimos perdoar. Não importa a linguagem que usamos, o que importa realmente é o reconhecimento interior de que há aspetos de nós que não gostamos, aspetos dos outros que nos incomodam verdadeiramente. E que está tudo bem. Está sempre tudo bem!


segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Nova vida


E vida nova para todos, aqui em casa.

Receber uma nova vida, é acolher um amor sem limites e aceitar que a partir de agora existe mais uma companheira nesta jornada da vida.

É também uma oportunidade para relembrar a força da nossa presença consciente perante um bebé.

Às vezes, é muito fácil esquecer o poder da nossa presença consciente, não julgadora e recetiva, quando eles começam a crescer, a comunicar connosco em palavras.

Mas quando são bebés, a única forma de comunicação é através da nossa presença observadora e o mais limpa possível dos filtros das crenças e memórias do passado.

Um bebé convida-nos a acolher o momento, reconhecer as necessidades do instante e a responder da forma mais amorosa e útil possível.

E convida-nos a olhar para dentro, porque existem tantas crenças e medos que chegam até nós pelas vozes dos outros.

Acolher um novo ser é acolher a nós mesmos, no nosso próprio colo de AMOR, com gentileza, paciência, curiosidade e deslumbre.




sábado, 1 de agosto de 2015

Eu tenho um sonho...

Um dia, todos os bebés serão respeitados como seres humanos que são, como pessoas com um corpo pequenino, que precisam do nosso amor, presença e consciência ao serem recebidos neste mundo!

Um dia não vamos ouvir "não chores". Vamos dar o nosso colo, em total aceitação, e vamos ouvir o seu choro e responder com gentileza, escutando todos os sinais para perceber qual a necessidade que eles estão a expressar e de que forma a podemos suprir.

Um dia não vamos ouvir que os bebés são manhosos e manipuladores. Vamos compreender o quanto eles precisam de colo, atenção, maminha, mimos, beijos, contacto físico e vamos oferecer-lhes isso com toda a nossa generosidade, sem comentários, julgamentos ou medos.

Um dia vamos decidir estar conscientes do que se passa no nosso universo interior e vamos receber os nossos bebés nessa consciência.

Um dia vamos reconhecer que todos partilhamos este caminho,  com medos e emoções difíceis, mas também com muito amor para nos darmos a mão e fazermos a viagem juntos.

Que os bebés nos possam lembrar a nossa humanidade e generosidade, para darmos sem limites nem julgamentos.

Não só quando são os nossos filhos... porque esses relembram-nos com qualquer idade.

A todos os que encontram bebés no seu dia-a-dia, a todos os que trabalham com recém-nascidos... como seria bom saber que os nossos bebés chegavam a este mundo e eram recebidos com olhares de ternura e aceitação por todos os que lhe tocam, falam com eles e interagem de alguma forma com eles.

Eu consigo imaginar um mundo assim!

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Hoje é dia para relembrar que "eu não sei o significado de coisa alguma"



Quando não colocamos as nossas ideias passadas como pontos de referência para ver e viver o momento presente, conseguimos desfrutar de uma visão fascinante e cada experiência é nova, única e saborosa.

Trazer a mente de principiante para os nossos relacionamentos é um desafio tremendo.

Hoje, vou relembrar-me que posso ver tudo e todos como se fosse pela primeira vez!

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Sem esforço




"Presta atenção, quando o coração está vazio de intenção, está também vazio de tensão. E um coração livre de tensão abençoa todo o mundo." ~ Mooji


terça-feira, 21 de julho de 2015

Não julgar


Posso ser um espaço para isto?

Os julgamentos surgem. A mente julga, o tempo todo.
Não julgar é escolher observar este momento, como ele é, sem acreditar em tudo o que a mente nos diz.


Gentileza

When we choose to be kind rather than cruel, we get to experience kindness. ~ Everyday Blessings: Mindfulness for Parents, Jon and Mila Kabat-Zinn

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Atitudes que me ajudam a nutrir a simplicidade na maternidade

Gentileza
Não julgamento
Não saber (mente de principiante)
Paciência
Confiança
Não esforço
Aceitação
Deixar ser

Foi bom recordar estas atitudes com frequência durante esta gravidez.
É bom recordar estas atitudes numa base diária, estando grávida ou não. E especialmente com uma criança pequena.

Como adultos, nem sempre sabemos lidar com as nossas emoções. E temos que saber gerir da melhor forma as nossas emoções e as das nossas crianças, especialmente quando são muito pequenas e ainda não possuem a competência de regulação emocional.

Desenvolver e nutrir estas atitudes tem-me ajudado a estar mais presente comigo e com o meu filho.

Também me relembra a nutrir a presença consciente noutros relacionamentos, assim como no dia-a-dia, nas situações que vão surgindo.

Estas atitudes são úteis porque nos relembram o quanto o fluxo com a vida é natural, seja nos momentos de meditação formal, seja em todos os outros momentos em que estamos em "ação" no palco da nossa vida.

Pessoalmente, para mim são mais úteis no dia-a-dia, do que nos momentos de meditação. É mais fácil aplicar estas atitudes quando estamos sozinhos, de olhos fechados, virados para dentro, do que quando estamos distraídos com tantas atividades exteriores, com tantos estímulos e relacionamentos que nos mostram o quanto não somos gentis, o quanto julgamos, resistimos, nos apegamos, irritamos e lutamos contra aquilo que é.

O caminho para simplificar a nossa vida é também um caminho de tremenda consciência, de enfrentar medos, fantasmas que se escondem na nossa mente, emoções que não gostamos de sentir. Não dá para simplificar por fora sem simplificar por dentro!

E como mãe, sei que tenho um papel fundamental na vida do meu filho. E não quero colocar nele a responsabilidade pelo que eu sinto, pela minha felicidade. É um caminho que preciso percorrer por dentro, momento a momento, se lhe quero dar a liberdade de viver a sua própria felicidade.

Só podemos dar amor verdadeiro aos nossos filhos, quando nos permitimos sentir esse amor verdadeiro, incondicional. Nem que seja por breves instantes, num sorriso, num abraço, num olhar.

E ter a intenção de deixar o meu filho ser quem é, em cada instante, é fundamental para me relembrar a olhar para ele como um ser completo. Só assim, naqueles momentos mais desafiantes, posso lembrar-me que estamos juntos, nesta jornada, para partilhar o AMOR da vida, e que a minha orientação só pode surgir momento a momento, com gentileza e consciência.

Posso saber, em determinado momento o que é melhor para ele (não atravessar a rua quando vem carros, dormir quando já dá sinais de sono e a brincadeira parece mais aliciante).

Posso ser firme e gentil quando atira com os brinquedos quando está frustrado, segurando nele, abraçando-o e explicando-lhe que isso estraga os brinquedos e existem outras formas de lidar com o que sente. Dando-lhe alternativas, como por exemplo, atirar com os peluches ou com almofadas!

E posso fazer "time out" quando me sinto muito irritada com alguma atitude dele e não consigo lidar com o que sinto nesse momento. Eu posso fazer. Ele não! Eu posso afastar-me, explicar-lhe que estou a sentir-me irritada e preciso de um pouco de tempo para mim, para respirar fundo e relaxar.

Nutrir a presença consciente permite-me lidar com os desafios da maternidade com outra consciência. Simplifica. Descomplica. Une. Conecta. 




Podes ver vídeos sobre as atitudes mindfulness aqui.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Nutrir o silêncio e atenção consciente, em nós e neles!

3 minutos mindful

É tão simples nutrir o silêncio e a atenção consciente com os mais novos.
Acredito que somos nós que os distraímos demais. Por vivermos distraídos, distraímos os outros. De forma inconsciente.
Em pequenos gestos podemos devolver o silêncio às nossas crianças, relembrando-nos que 3 minutos a observar algo,com a nossa total atenção, pode ser relaxante e fascinante.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

We learn on the job

Nothing anyone ever tells us prepares us for what it is actually like to be a parent. We learn on the job, in the doing, charting our own paths, relying on our inner resources, including the ones we never knew we had, taking our cues from our children and from every new situation that presents itself. We have to live inside of parenthood to know what it is. It is a deep and abiding inner work, a spiritual training all its own, if we choose to let it speak to us in that way, literally moment to moment.
~ "Everyday Blessings: mindfuness for parents", Jon and Myla Kabat-Zinn

Cores







Levámos marcadores para a rua. Ele tirou foto (com ajuda) quando encontrava algo da mesma cor do marcador.

Saber e viver

Uma coisa é saber muito sobre algo... outra é colocar esse alguém prática na nossa vida de forma podermos verdadeiramente viver em paz.

Durante muitos anos "achei",sinceramente, que praticava os ensinamentos de "Um Curso Em Milagres". Aquilo que eu pensava que eram... e até ao ponto em que eu estava disponível.
A vida foi-me mostrando os vários aspetos em que eu não estava disponível e tantos relacionamentos onde os milagres eram deixados para segundo plano, escolhendo as mágoas como ponto de referência.
O curso foca-se imenso nos relacionamentos. 
Eu fugi desse ensinamento durante muito tempo. Aliás,  é muito mais fácil culpar os outros pela forma como me sinto - a forma como cresci e me educaram, a escola com as suas aventuras e desventuras, as várias experiências que me marcaram negativamente. Tudo fora de mim!
Só que chega um momento em que não dá mais... em que percebes que se continuas a esticar a corda, ela rebenta!
Podes mudar de caminhos... podes escolher outras formas de lidar com o que sentes... mas ou escolhes perdoar e perdoar-te ou a paz será apenas um vislumbre, que te abraça por momentos e se esconde rapidamente por baixo das tuas mágoas.
Assumir responsabilidade pelo que sentimos é algo avassalador. Necessário quando queremos a paz verdadeira, mas avassalador. E lidar com as emoções que de vez em quando nos visitam pode ser difícil,  doloroso e a vontade de fugir disso é tanta que nos vemos a regressar aos padrões habituais de culpa, ressentimento e vitimização.

Conseguir parar, observar... tomar consciência,  chorar e largar... nem sempre é fácil.  E quando o fazemos, mais um pedacinho de paz se torna mais evidente, o nosso coração fica mais leve e luminoso.


opportunities for being there

“When you wash your hands, when you make a cup of coffee, when you're waiting for the elevator - instead of indulging in thinking, these are all opportunities for being there as a still, alert presence.” 

Eckhart Tolle


domingo, 12 de julho de 2015

Reconhecer o nosso sistema interno de comunicação

"Instead we want our children to recognize that they have an internal system of communication known as intuition. They can tune in to their own impressions, perhaps learning that they get grouchy when they are thirsty or feel a stomachache coming on when they aren’t being true to themselves. They can use these signs when making decisions. The child whose gut feelings are taken seriously will learn to respond to the form his intuition takes."

Todo o artigo aqui.

Abrir caminho

Há momentos em que "me passo", em que "não consigo e não quero" deixar por dizer.
E é também depois desses momentos que reconheço mágoas guardadas que ainda não consegui perdoar.
Assim, aceitar as "minhas explosões" é abrir um caminho interior de consciência e de perdão.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

"Eu não sei o que isto significa"


Observar.
Sem julgar.
E não colocar os nossos julgamentos à frente do momento: sobre as pessoas, sobre as situações.

"Eu não sei o que isto significa."
Há anos que este mantra está na minha vida... lembrar-me dele é que nem sempre acontece. Mas é bom quando me lembro, quando consigo deixar-me ir com cada experiência, tudo se torna mais simples, mais leve.


quinta-feira, 9 de julho de 2015

Healing

HEALING HAPPENS WHEN 'YOU' GET OUT OF THE WAY
Let people go through what they have to go through in the present moment! They are tired and they want to rest. They are exhausted from the fight, from the pretence and the lies, from having to hold everything in and hold everything together and hold everything up, and great waves of energy are now being released throughout their body.
Stay present with them. Waves of sorrow, hopelessness, fear, shame and guilt are surging now. Let the energies rise up, let their whole body vibrate and shake and quake if it must, let them wail, scream, roar, laugh, cry, shit themselves if they have to. Offer them nothing but the greatest gift of all: your fearless presence. Stay with them through each breath, each motion, in every moment. Hold their hand, but don’t try to fix them, change them, stop them experiencing what they are experiencing, or give them premature answers.
If you become uncomfortable, or feel like you want to rush in and ‘heal’ them, or ‘save’ them, or ‘fix’ them, or prevent them from feeling what they are feeling, or make everything ‘okay’ for them, own that – it’s your need, your discomfort, your fear, not theirs. Do not treat them like a victim or an invalid. Do not confuse them with who you think they are. Honour the power that moves in them; validate their experience totally. Trust the unpredictable intelligence of healing, and know that their ‘symptoms’ may get worse before they get better; energy may become more intense before it dies down. What appears now as chaos and disintegration may in fact be necessary release and intelligent reorganisation of a blocked system.
Sometimes our hearts need to break wide open so we are able to hold more life, more powerful love. Let your warm presence remind your friend of their own warm presence, so stable, so fearless, so free, so deeply rooted, grounded, here. Know that who they truly are cannot be broken, not by even the most intense energies, and cannot be fixed, and life never makes mistakes even when life seems like a mistake.
Love is all that matters. The rain falls, stars explode in silence somewhere out in the vastness of space, and here on this tiny planet someone called Earth, sometimes we meet and hold each other.
– Jeff Foster

Mente de principiante


É talvez o maior desafio para mim: ver como se fosse pela primeira vez.
Retirar os conceitos na natureza... parece simples.
E pessoas?
Acontecimentos?

Esse é o desafio!

terça-feira, 7 de julho de 2015

Gratidão e Amor


Love is all that matters. The rain falls, stars explode in silence somewhere out in the vastness of space, and here on this tiny planet someone called Earth, sometimes we meet and hold each other.
– Jeff Foster

Amor


Quase a chegar



FIRST YOU MUST RIDE
And you will find yourself on that road again, halfway between the life you left behind and the life you have not yet claimed. And for a moment, breathless, you will forget the destination, forget where you are going because your heart is ablaze, and the wind is in your hair now, and the world cannot keep up with you. You are too fast for this world, too alive to think about consequences.
You have risked everything to ride on this road, risked ridicule and rejection and your precious reputation, but you have chosen life over death, freedom over approval, speed over stagnation.
You have fallen in love with the unknown again.
The destination will show itself, yes, a new life will rise, but first you must ride, guided only by some inner knowing, a little frightened, but in awe of your own courage.
- Jeff Foster


Às vezes não consigo colocar em palavras o que vai cá dentro... e encontro palavras que se encaixam em mim, fazem sentido, vibram neste instante!

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Uma lição para mim

“Trying to understand is like straining through muddy water. Have the patience to wait! Be still and allow the mud to settle.” ~ Lao Tzu

Ouço-me muitas vezes dizer: não compreendo. E sei que é uma das armadilhas da minha mente. Só que nem sempre me lembro.


quinta-feira, 2 de julho de 2015

Os teus pais ensinaram-te...?


Um texto lindo, palavras inspiradoras que merecem ser partilhadas... lidas com o coração... sentidas.
E para quem é pai ou mãe, vale a pena refletir nelas ainda mais.
Porque quando damos conta que muitas emoções que nos "assaltam" hoje em dia são apenas sombras da infância que pedem a luz da nossa consciência e do nosso perdão, damos também conta que podemos ser uma luz no caminho dos nossos filhos, em vez de perpetuar o ciclo de sofrimento na nossa família.
Porque ainda hoje... ouvi dizerem ao meu filho "ah gostas de mim e não vens ao meu colo?", "não queres isto? não gosto mais de ti!". E dói... dói cá dentro ouvir isso. E sei, que só preciso escutar isto com amor, aceitação e não julgamento. Deixar doer... e amar quem as diz. Porque só quem precisa de amor pede amor desta forma.
E também sei que não é dessa forma que quero que o meu filho cresça.
Quero que saiba que é amado por ser quem é. É amado mesmo quando está triste, está zangado, quando atira os brinquedos pelas escadas, quando grita ou chora, quando não quer arrumar os brinquedos, quando estraga livros ou pinta nas paredes.
Amar não é concordar. Amar não é deixar fazer tudo. AMAR é só amar. E deixar que esse amor possa ser a resposta nas situações que mais nos desafiam enquanto pais, é um dos maiores desafios para nós: e é aí que temos sempre uma possibilidade de deixar a nossa luz brilhar a dois, o nosso filho e nós, no abraço do amor encontrar a melhor forma de solucionar o desafio, sem culpar, sem castigar, sem humilhar, sem reprimir.


"DID YOUR PARENTS TEACH YOU...?
When you were a little one, you learned to hide, suppress, ignore or deny precious parts of yourself, in order to win mummy or daddy's approval or favour, please them, make them happy, stop them from hitting you, avoid their punishment or ridicule or neglect, or simply stay alive another day. Early on, you learned that certain thoughts or feelings were 'wrong' or 'bad', that love came from outside of yourself, grace had to be earned, your experience was basically untrustable, and you were less than whole. You felt guilty for being you.
But you were always a perfect expression of the totality, awesome in your ordinariness, a beloved child of the universe.
Did your parents teach you that?
Your sorrow was sacred, your anger was holy, your fears were drenched with intelligence. Your questions were brilliant, your answers were your own, your joy was internally-generated, and your parents were only flawed human beings, battling with pain you may never understand, acting out their unresolved trauma, using you to diffuse unimaginable tension in their bodies and minds. You didn't cause their pain and you are not responsible for fixing it. You were always innocent.
Your guilt ("I made them unhappy!") was intelligent then, but it's old now. You are not responsible for anyone else's happiness, and you never were. Walk your own path and let others walk theirs.
Shine more brightly than ever before, little one, and let others be inspired by your shining; this is the end of guilt, the beginning of true love; it is the path that always lived in your heart."
- Jeff Foster

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Como te sentirias se soubesses que alguém que amas muito está a usar estratégias para lidar contigo?

Tenho observado que existem cada vez mais pais e mães a quererem educar os seus filhos de uma forma mais consciente, no entanto, sentem dificuldade em serem mais calmos com os filhos, em serem mais positivos, em saber como estipular limites sem perder a paciência, em saber lidar com as frustrações dos filhos ou outras emoções.

Eu acredito que estas dificuldades surgem, acima de tudo, quando nós queremos mudar a forma como criamos uma criança, mas não queremos olhar primeiro para nós, mães e pais, enquanto seres humanos, e ser mais conscientes do que se passa dentro de nós.

Os nossos filhos oferecem-nos a oportunidade de aprendermos a questionar as nossas crenças, valores e ideias. Dão-nos a possibilidade de revisitar memórias do passado para as perdoar e poder viver a maternidade no momento presente livre de padrões emocionais e de comportamento que vivem de forma inconsciente em nós.

Mas será que aproveitamos esta oportunidade? Aceitamos o convite dos nossos filhos para despertar para uma nova consciência?

Hoje em dia ouve-se e lê-se muito sobre estratégias para lidar com as crianças. Como te sentirias se soubesses que alguém que amas muito está a usar estratégias para lidar contigo?

As nossas crianças são seres humanos. E não são "monstrinhos terríveis" que precisam ser domados, disciplinados ou ensinados a ser pessoas.

Acredito que aquilo que mais precisamos é olhar para dentro, tomar consciência da forma como lidamos uns com os outros e, acima de tudo, como nos vemos no mundo: quem somos, gostamos de nós, confiamos em nós, respeitamos a nós mesmos por sermos quem somos?

Viver a vida de uma forma automática, sem questionar o que pensamos, sem questionar o porquê de dizermos o que dizemos, de fazermos o que fazemos, leva-nos onde? Se olharmos à nossa volta vemos crianças mais ou menos felizes? Famílias mais ou menos felizes? Escolas cheias de profissionais e alunos felizes?


amor ou mágoas?

"O plano do ego para a salvação está centrado em guardar mágoas. Ele mantém que, se outra pessoa falasse ou agisse de modo diferente, se alguma circunstância ou evento externo fosse mudado, serias salvo. Dessa forma, a fonte salvação é constantemente percebida fora de ti. Cada mágoa que guardas é uma declaração e uma afirmação na qual acreditas, que diz: "Se isso fosse diferente, eu seria salvo." Desse modo, a mudança da mente necessária para a salvação é exigida de todos e de tudo, excepto de ti mesmo."

Um Curso Em Milagres, Livro de Exercícios, Lição 71



Que hoje eu me lembre que posso abandonar as minhas mágoas e escolher o AMOR!

terça-feira, 30 de junho de 2015

Amido de milho e água






Eu nunca tinha experimentado: fiquei apaixonada pela textura da maizena, a forma como fica dura e quando abrimos a mão começa a escorregar e a ficar líquida.
Ele também adorou! Brincámos com ela duas vezes hoje. Até o pai experimentou quando chegou!

Só o amor é real


Nada real pode ser ameaçado.
Nada irreal existe.
Nisso está a paz de Deus.

"Um Curso Em Milagres"

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Uma gravidez serena


Existem sempre momentos, numa gravidez, que nos deixam ansiosas, com medo de alguma coisa, irritadas. Ou o cansaço. Ou a azia. Ou as contrações (há quem tenha mais contrações durante a gravidez que outras mulheres).

Ontem à noite tive uns momentos de "profunda irritação" em que não estava a suportar a azia (e já tive sensações de azia bem piores), nem as mexidelas na minha bexiga que me obrigavam a ir ao wc de cinco em cinco minutos, à UMA da manhã, durante meia hora.

Até que, consegui respirar fundo, e mais do que reconhecer a irritação - já a tinha reconhecido mas não estava disponível para me "separar dela" - consegui entrar num estado interior de total aceitação do momento. A respiração ajuda-me a relembrar o silêncio interior, a render-me ao que é, e a relaxar.

Depois... adormeci.

E hoje, dia de consulta, lembrei-me de respirar conscientemente (com total atenção à respiração e à observação da respiração) sempre que pensava na consulta. 

E todos os dias, a respiração tem sido uma aliada, uma amiga que me ajuda a serenar quando tenho contrações - além da dor, ajuda a "descolar" do medo de um parto antes do tempo, e a confiar. 

Fazer este trabalho de consciência ajuda a não "panicar", como "paniquei" na primeira gravidez (por panicar falo em estar muito mais virada para fora, à procura de segurança fora de mim, de opiniões e de apoio, de precisar de falar mais sobre o que sentia e estava a viver). A prática de presença consciente (ou mindfulness) permite-nos relembrar que existe sempre um espaço de silêncio e presença em nós, que nos permite viver as situações de forma mais consciente, relaxada e confiante.

Eu acredito que todos queremos sentir-nos confiantes e, as mulheres grávidas, querem sentir-se confiantes e seguras. E esse trabalho começa em nós. Não existem companheiros, médicos, doulas, enfermeiras, que nos possam dar essa confiança e segurança, se nós não nos sentirmos assim "cá dentro". Podemos ter a ilusão de segurança. Podemos ter várias opiniões e agarrar alguma como mais válida, mas o que verdadeiramente interessa é como nos sentimos por dentro.

Mesmo que seja uma gravidez perfeitamente normal, de baixo risco, do início ao fim da gravidez, existem sempre momentos mais tensos (não é preciso estar grávida para isso). 

Acreditar que a vida é um mar de rosas, sem emoções desconfortáveis e sem medos, na minha perspetiva, é viver em negação. Se acredito que existe um estado de "iluminação", um estado de graça, onde o medo deixa de guiar a nossa vida e dá lugar ao amor incondicional? Sim, acredito! 
Mas também sinto que se sentimos medo, de alguma forma, precisamos reconhecê-lo, aceitá-lo e aprender a viver com as nossas emoções de forma saudável, enquanto percorremos o caminho interior de descoberta de quem somos: acredito que isto a que chamamos vida seja uma viagem ao encontro de nós mesmos, oportunidades de tomarmos consciência do AMOR que somos.

Voltando à gravidez... 

Aplicar as práticas de consciência, presença e meditação durante a gravidez podem ser extremamente úteis e preparar-nos para os momentos que se aproximam: o parto e o papel de mãe de uma criança que vai nascer.

Também torna a nossa vida mais simples: estamos mais presentes no agora, mais atentas às necessidades deste momento, assim como mais atentas às maravilhas que a vida nos apresenta AGORA. Deixamos de estar tão focadas nos medos (futuro) e aprendemos a soltar o passado (perdoar). Isso ensina-nos também outra forma de nos relacionarmos com os outros, especialmente os nossos filhos. 

Vou deixar-te aqui os vídeos que fiz das atitudes mindfulness. São a minha perspetiva das atitudes que o Jon Kabat Zinn apresenta como atitudes que apoiam a nossa prática de presença consciente no dia-a-dia e em meditação.