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sexta-feira, 29 de maio de 2015

Algumas atividades de Maio

















Não tiro fotografias de tudo o que fazemos.
Há dias em que a máquina ou o tablet ficam quietinhos sem uso.
Há dias em que me apetece registar... e ficam aqui algumas dessas alturas!

quinta-feira, 28 de maio de 2015

A pressa que nos consome... e apressa as nossas crianças




“Smile, breathe and go slowly.” 
― Thich Nhat Hanh

Desde há uns dias que tenho percebido que sinto muitas vezes uma pressa interior: muitas coisas para fazer, horários de almoço porque o pai vem almoçar, muitas visitas ao fim de semana, compras, o meu horário de trabalho pós laboral, as tarefas da casa, brincar com ele, passear...

Dei comigo a despachá-los vezes demais. O "estamos a ficar atrasados" começou a sair várias vezes da minha boca. Mas, atrasados para quê? A maior parte das vezes os horários são feitos por nós.

E quando os horários não são feitos por nós e temos que estar a determinada hora em algum lado... atrasados porquê? 

Uma das "práticas" que tem vindo a ser muito úteis para mim nos últimos meses é fazer uma coisa de cada vez. E, sempre que surge esta sensação de pressa, não é isso que estou a fazer: a minha mente está a mil ou então estou irritada com alguma situação. 

Como tenho estado a fazer um programa mais intensivo de mindfulness para grávidas, tenho estado mais atenta ao momento presente e sempre que dou comigo em "estado de pressa", páro, respiro, observo o que sinto e penso, e deixo-me ficar apenas na respiração durante alguns momentos. Tenho conseguido observar a necessidade de dizer que estamos com pressa ou atrasados e respirar fundo, e fazer o que é preciso fazer nesse momento.

E é bom reparar que há algumas rotinas que antes "me atrasavam" a mim que eu estou a abandonar naturalmente. Isso também me proporciona mais tempo interior e exterior para oferecer ao Rodrigo, pois ele gosta de andar no seu ritmo próprio, no ritmo das crianças, no ritmo da VIDA!





terça-feira, 26 de maio de 2015

"O Trabalho"


"O Trabalho" da Byron Katie é uma forma poderosa de reconhecermos os pensamentos que nos fazem sofrer e de os questionar. É uma forma de meditação, de questionamento meditativo que nos faz olhar para dentro e alterar as nossas perceções de uma forma graciosa.

Achei este artigo sobre "o trabalho" na parentalidade muito interessante.




“Smile, breathe and go slowly.”


“Smile, breathe and go slowly.” 
― Thich Nhat Hanh




Gratidão

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Mindfulness para uma gravidez e parentalidade mais feliz!

Desfrutar do momento presente na gravidez


Durante a gravidez é muito natural surgirem ansiedades e medos. No entanto, as pessoas à nossa volta dizem-nos "tem calma, relaxa", "o importante é relaxares e estares calma".

A questão que se coloca é: como ter calma e relaxar se a nossa mente não relaxa e não sabemos o que fazer com tantos pensamentos e emoções?

Aprender formas de gerir as nossas emoções e lidar com os pensamentos que surgem na nossa mente é fundamental para conseguirmos relaxar e desfrutar de forma mais tranquila esta fase.

Mindfulness pode ser traduzido como a consciência que desperta quando focamos a nossa atenção de forma intencional e não julgadora no momento presente.

O fato de focarmos a mente no momento presente permite-nos reconhecer e observar quais são as emoções e os pensamentos que estão a gerar medo e ansiedade. A observação do nosso universo interior, sem a intenção de julgar, culpabilizar ou mudar o que estamos a experimentar, oferece-nos uma nova perspetiva, uma sensação de calma e clareza interior.

Ao escolhermos experimentar este momento com todos os nossos sentidos e atenção consciente, também estamos a escolher quebrar os padrões emocionais e de comportamento do passado (que funcionam, muitas vezes, sem nos darmos conta - em piloto automático) e a dar espaço à nossa verdadeira natureza e essência para se manifestar.

As transformações que acontecem dentro de nós, o despertar da nossa consciência para novas atitudes mais alinhadas com a nossa essência de amor, permitem-nos lidar com os nossos filhos de uma forma mais consciente, feliz e saudável. Tenho um filho de dois anos e meio e o fato de renovar a minha intenção a cada dia de viver a vida no AGORA, permitindo que a vida seja exatamente como é, tem-nos ajudado a construir um relacionamento harmonioso, onde a conexão e o amor são os pilares fundamentais.

Se houver grávidas interessadas em saber mais e participar num evento gratuito, no Porto, em Junho, enviem-me email para angelamaria.mvieira@gmail.com.



Um bom amigo



Todos nós estamos a fazer o melhor que conseguimos. Então, porque não tratar a nós mesmos como se fossemos um bom amigo? É uma prática muito importante.

Sarah Mclean

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Pausa Consciente de 3 minutos






Esta prática ajuda-te a parar, reconhecer o que sentes e criares um espaço de consciência em ti. É uma excelente forma de quebrar padrões e rotinas que estão a acontecer em piloto automático, sem esforço, e abrires o teu coração e a tua mente à vida AGORA.

1º Passo: Tomar consciência

Em qualquer momento do teu dia, para e escolhe, de forma intencional, focar a tua atenção no momento presente. Coloca-te numa postura mais direita, seja sentada(o) ou de pé, e se possível fecha os teus olhos. Depois, olhando para “dentro”, pergunta-te: qual é a minha experiência agora?
- Que pensamentos estão na minha mente? Permite-te reconhecer os pensamentos, de forma não julgadora.
- Que emoções estou a sentir? Se forem sensações agradáveis, permite-te observá-las e senti-las, desfrutar delas. Se forem desagradáveis, reconhece-as e observa-as com carinho e aceitação.
- Que sensações estou a sentir no meu corpo? Faz uma observação rápida do teu corpo, da cabeça aos pés, reconhecendo se existe alguma tensão ou contração no teu corpo. Reconhece o que sentes, sem querer mudar as sensações.
(Este passo pode durar mais ou menos um minuto.)

2º Passo: Focar a atenção
Neste momento, foca a tua atenção na tua respiração. No inspirar e expirar. Na barriga a expandir e contrair em cada respiração. Se sentires alguma sensação no corpo, reconhece-a e retorna a tua atenção para a respiração. Se algum pensamento captar a tua atenção, reconhece-o e volta a tua atenção para a respiração.
Mantém a consciência da respiração durante, pelo menos, um minuto.

3º Passo: Expandir a atenção
Neste passo, expande a tua atenção para além da respiração, de forma a abarcar todo o teu corpo. Permite-te sentir todo o teu corpo, incluindo alguma emoção ou sensação física que estejas a sentir, mesmo que seja desconfortável. A ideia é estar consciente do corpo e da respiração, sem querer mudar o que sentes. Se não sentires nada no teu corpo, deixa-te apenas estar consciente da energia do teu corpo e da tua respiração por um minuto.

(Adaptação de um exercício proposto no livro “Mindful Birthing”)

terça-feira, 19 de maio de 2015

Informação na gravidez - um livro interessante e "mindful"

Durante a gravidez do Rodrigo não quis ler nada sobre partos, e a informação que sabia era pouca.

Não fiz plano de parto e lembro-me de ter "entregue" totalmente esse momento.

Depois de passar por um parto... a informação surge pela experiência e também pelo que se acaba por saber depois.

Mesmo sobre educação e parentalidade não leio muito. Muito do que comecei a ler veio ao encontro de muitas ideias e atitudes que eu já praticava, e aquilo que escolho ler, hoje em dia, é para me apoiar e relembrar nesta jornada de consciência e despertar para a essência de quem somos.

Com esta gravidez, quis saber um pouquinho mais sobre as possibilidades no parto. Não pesquisei muito (acredito que há informação demais na internet, e nem toda verdadeira). Perguntei a algumas amigas. E, ao ver um vídeo da Ina May Gaskin, apareceu ao lado a sugestão de um vídeo de Mindful Birthing. Já tinha visto o livro na Amazon, "sorriu para mim", mas como não conhecia a autora... não comprei.

Depois de ver o vídeo da Nancy Bardacke (autora do livro Mindful Birthing), decidi comprar o livro e estou muito feliz com a leitura e com a prática que ele sugere.

Acredito acima de tudo no bom-senso e na aceitação daquilo que a vida nos proporciona a cada momento. Não acredito em lutas nem em resistências. Não acredito que tudo nos partos hospitalares esteja mal e acredito que muito do que eles fazem é na tentativa de melhorar a nossa qualidade de vida. Claro, que também acredito que quando separamos a medicina da nossa consciência, do nosso coração, e deixamos de ver pessoas para ver casos clínicos e números, estamos a regredir em vez de evoluir enquanto sociedade.

Acredito que cada uma de nós, dentro de si, naquilo que sente, pensa e nas atitudes que empreende, pode fazer a diferença no seu mundo.

E acredito que somos todos humanos, mesmo as equipas médicas e de enfermeiros que possamos encontrar nos hospitais e que têm pouca capacidade de lidar com outros seres humanos. Acredito que o fato de quererem medicalizar quase totalmente os partos seja mais por medo, muito medo, de alguma coisa correr mal, e que cabe a cada um de nós ir desfazendo esse medo em si.

Lutar ou resistir não vai criar melhores condições para mães, pais e filhos. Amar, aceitar e agir de forma consciente (aceitar não é concordar, aceitar não é fazer aquilo que sentimos que não é o melhor para nós) pode ajudar-nos a viver as experiências com mais calma, e quem sabe, ir oferecendo novas possibilidades e perspetivas.

Este livro parece-me ser bastante interessante, prático e acima de tudo, não está contra nada. Não defende nenhum tipo de parto. Apenas ajuda as mulheres e homens que escolherem lê-lo e praticar mindfulness durante a gravidez (e o parto e na vida) a estarem mais presentes consigo, a reconhecerem as suas emoções e oferece outras perspetivas sobre o parto, as dores do parto, os medos e sobre a parte médica da questão (pelo que vi no índice, ainda não cheguei lá).

Isso agradou-me imenso.

De algumas conversas que tive com algumas mulheres que apoiam o parto natural não fiquei convencida pelas suas abordagens. Isto porque muitas das suas palavras foram para criticar o que é feito nos hospitais, duvidar das práticas médicas e tentar até com que não se tenha um parto hospitalar.

Eu compreendo isso tudo. Compreendo que práticas que podem ser vistas como abusivas da parte dos médicos e enfermeiros, compreendo que se tudo correr bem um parto domiciliar parece ser fantástico (a minha avó teve os dois filhos em casa e correu tudo muito bem).

Contudo, cada caso é um caso. E eu não gosto de generalizar.

Eu "entreguei" o parto do meu filho e sei, que independentemente de opiniões alheias, e das práticas "abusivas" que possam ter ocorrido, foi perfeito. Foi perfeito devido a todas as condições.

A mente julga tudo. Mas quando verdadeiramente confiamos, sabemos que podemos estar informados (e acredito que devemos estar), mas que só a vivência deste momento nos pode dar a sabedoria para fazer escolhas (ou seguir a escolha que surge no nosso coração/mente para fazer).

 Não acredito em situações de "podia ter sido assim", "devia ter sido assim".



Deixo aqui a sugestão do livro (não pesquisei para saber se existe em português) e daqui a pouco já partilha uma das práticas do livro, super simples, que nos ajuda a entrar em contacto com as nossas emoções, os nossos pensamentos, o nosso corpo e a despertar a nossa consciência.

Compaixão e mindfulness

segunda-feira, 18 de maio de 2015

O que é mindfulness?

Yoga para grávidas


Tem sido fundamental nesta gravidez. 

Vou deixar aqui os vídeos que sigo. Faço yoga em casa, quando o piolho dorme ou quando está a brincar com o pai.

O bem-estar e a leveza que sinto nas costas têm sido preciosos. Depois, um bom banho... super relaxante mesmo.



domingo, 17 de maio de 2015

Mindfulness na gravidez

Noto uma grande diferença da gravidez do Rodrigo para esta.

A aceitação, a serenidade de uma segunda gravidez é completamente diferente.

A minha prática de mindfulness também me tem ajudado imenso.


O livro "Um Novo Mundo" ("A New Earth") do Eckhart Tolle é um livro de mesinha de cabeceira há vários anos. Leio o livro com frequência, do início ao fim. De cada vez que o leio, a minha prática de mindfulness torna-se mais constante na minha vida e apoia-me em vários momentos, incluindo na gravidez e na maternidade.

Eu e o meu marido dizemos, muitas vezes, em tom de brincadeira, quando as coisas com o Rodrigo ficam um pouco mais caóticas: "Obrigada Eckhart Tolle!". É um tom de brincadeira, mas é verdade. O fato de nos permitirmos estar e SER no momento presente, soltar as crenças e medos, dar espaço ao que sentimos e meditar, permite-nos estar mais presentes com o Rodrigo, compreendê-lo e respeitá-lo como ser humano que é e ajuda-nos a ganhar perspetiva em muitas situações, onde o medo, as irritações ou o cansaço do dia-a-dia podiam interferir.

Estando grávida, esta prática é fundamental!

Vários aspetos em que sinto que me tem ajudado:

- Comer de forma consciente: tive muita fome no início desta gravidez. De vez em quando, ainda tenho alguns momentos assim. No entanto, comer sem consciência pode provocar vários desconfortos no corpo, especialmente quando se está grávida. O desconforto foi o ponto de partida para decidir que não podia continuar a comer da mesma forma (isso e 10kgs a mais na balança ao fim de 3 meses). 
Comecei a praticar "mindful eating", ou seja, comer com consciência. O saborear os alimentos não era um problema, pois isso eu faço naturalmente porque gosto muito de comer e normalmente só como o que me sabe bem, o que gosto de comer. O problema era a rapidez com que comia. Passei a estar mais atenta a isso, a cheirar a comida, mastigar devagar, estar (mais) atenta ao ato de comer, de saborear os alimentos. Isto fez com que a maior parte das "vontades" de comer desaparecessem e as refeições tornaram-se mais ligeiras e o pós refeições bem mais agradável.

- Aceitar e gerir o cansaço: Estar grávida e estar todo o dia com uma criança de dois anos pode ser cansativo. Especialmente a partir do momento em que a rapariga encaixou e o peso na barriga já é notável (para mim... porque para quem vê a barriga acha que ainda estou no início da gravidez). Sentir as sensações, reconhecer as necessidades de cada momento, não querer fazer tudo de uma só vez. Fazer uma tarefa de cada vez, com total atenção ao que estou a fazer, quando estou a fazer, é fundamental para gerir o cansaço e... não me sentir tão cansada! Reconheço que os dias em que estou mais cansada são aqueles em que a mente está mais ativa e eu pratico menos a consciência do momento presente. É nesses momentos que respirar fundo, fazer uma pausa consciente, me ajudam a reequilibrar e centrar.

- Andar conscientemente: Sentir o peso da barriga, a bexiga apertada e a rapariga a dar pinotes e brincar com a bexiga. Sentir estas sensações a andar, respirar fundo e não julgar. Usar a mente de principiante e a aceitação também me permite reconhecer os limites do corpo neste momento, gerir saídas e atividades com o Rodrigo, assim como o meu trabalho de coach.

- As emoções/memórias que surgem: a gravidez é uma altura, em que se estivermos atentas, muitas memórias e emoções afloram. Medos, ansiedades, culpas, comparações com aquilo que ouvimos e com histórias de família. Além de que ainda temos que lidar com as opiniões das outras pessoas. O "não te podes enervar, a gravidez é um estado de total felicidade" é uma total mentira e acredito que só uma mulher iluminada ou totalmente desconectada das suas emoções possa realmente dizer que passa ou passou pela gravidez em TOTAL estado de graça. 
E se o estado de graça for um estado de total aceitação das emoções que surgem? Estar consciente, e escolher curar dentro de nós estas emoções, através da aceitação e não julgamento? Para mim, é o que tem resultado (mesmo antes de estar grávida).
Resistir ao que sentimos apenas mantém as emoções onde elas estão, torna-as mais fortes dentro de nós - pois temos medo delas ao não querer sentir, e além das emoções em si, temos o medo, e isto, a acontecer em piloto automático, sem a nossa atenção e carinho consciente.

Nos próximos dias vou publicar algumas das práticas que uso no meu dia-a-dia. 
Deixo aqui um link com alguns exercícios, em inglês, sugeridos pelo Eckhart Tolle.


Maternidade Consciente




Pintámos.


Ela também gosta das atividades dele!




Passeámos. Ele quer correr muito. Eu ando muito devagar. Escutamos os passarinhos nas árvores. Procurámos os passarinhos. 

Estar com ele de forma consciente, dando atenção a cada momento, escutando-o, observando-o. 
E também escutando-me e observando-me.

A atenção consciente ao momento presente é dar espaço ao AGORA. E fazer isso com uma criança "cá fora" cheia de energia e uma na barriga, nem sempre desperta sentimentos agradáveis.
Saber gerir o cansaço e o não poder fazer algumas coisas com ele é uma oportunidade para praticar a aceitação plena do momento, o deixar partir a culpa. É também essa disponibilidade para não resistir que cria momentos de inspiração e de brincadeira que aproveitamos os dois.



sexta-feira, 15 de maio de 2015

De que forma complicas a vida dos teus filhos?

E a tua?

Obrigar os nossos filhos a fazer alguma coisa é complicar a vida deles e a nossa!!!!

Hoje encontrei um post de uma mãe que estava muito feliz porque o filho tinha iniciado o desfralde, mas não podia esperar que fosse o filho a pedir para ir ao wc... e sim ela a ter que levá-lo.

Isto só me diz que a criança ainda não está preparada... senão pedia!

Porque queremos adiantar tanto a vida das nossas crianças?

Tirar fraldas na altura que nós achamos que deve ser, em vez de ser na altura que eles nos dizem?

Isto leva-me a pensar: porque não confiamos nas crianças?

Confiar nos nossos filhos é fundamental para que o nosso relacionamento com eles seja harmonioso, feliz e onde eles se sentem seguros.

Se queremos uma sociedade feliz, onde as crianças se sentem bem consigo mesmas, onde se respeitam e sabem respeitar os outros, essas mesmas crianças precisam ser respeitadas. E o respeito pelas crianças também passa por aprender a confiar nelas, seja para deixar as fraldas, seja para respeitar se querem ou não comer, se gostam ou não de alguma comida, o que querem vestir, entre outras pequenas coisas que eles nos podem mostrar no dia-a-dia.

Com bom-senso, podemos perfeitamente gerir o que elas podem ou não fazer, devido às limitações da sua idade e estágio de desenvolvimento.


Se resistires apenas vais criar tensão para ti e para os teus filhos.

Imagina que o Rodrigo me pedia para tirar o meu café e eu achava que ele podia partir a chávena, que ainda não sabia mexer na máquina, que não podia subir para cima do banquinho dele porque podia cair... ah... e claro, vai demorar mais tempo!!!

São os meus medos, a minha necessidade de controlo!

Ele começou a "tirar cafés" cá em casa ainda sentado na bancada, connosco a segurar na mãozita dele e a guiar. Ele queria "tirar café", queria ser ele a fazer isso.

Nós podíamos ter complicado a nossa vida e a dele, podíamos ter uma birra de cada vez que bebíamos café, ou podíamos ter escolhido a via mais fácil: deixá-lo fazer, com a nossa supervisão e ajuda!

Claro que há outras atividades que ele não pode fazer. E nesses momentos, basta eu saber que ele não pode e explicar-lhe isso com amor, deixá-lo sentir a frustração dele, se ele a sentir, e seguir em frente com o nosso dia.


quinta-feira, 14 de maio de 2015

E isto não tem nada de teorias... apenas de experiência.







Há dias que são mais longos do que outros.
O cansaço que se sente. 
A resistência que surge em determinados momentos.
E é nesses momentos que temos uma escolha: resistir ou aceitar, amar ou continuar no medo.
Seguir o ritmo da vida ou querer controlar.

E quando largas mão do controlo, abraças uma dimensão tão bonita em ti e nos teus filhos, que só te sentes grata depois de seguires o teu coração.

E isto não tem nada de teorias... apenas de experiência.

Quando uma criança resiste a dormir, especialmente quando se nota que tem sono, é porque está sentir ou a pensar algo que a pode estar a incomodar. 
E de repente, numa pequena frase, faz luz. 
Explicas. 
Resolves da melhor forma no momento.
E ele adormece minutos depois.

Sem obrigar a dormir. Sem criares na tua mente ideias de com deveria ser.
Segues o ritmo e a vida mostra-te as soluções - essencialmente quando não as procuras.

terça-feira, 12 de maio de 2015

"Ver" os nossos filhos

Outro dia, numa conversa, falava-se sobre "ver" realmente os nossos filhos, ou ver o que pensamos deles, o que esperamos deles.

Eu disse algo do género: "O fato de estarmos sempre a ver as nossas histórias faz com que não vejamos os nossos filhos como eles realmente são. Há pais que não conhecem os filhos que têm."

E tu, conheces os teus filhos?

O que sabes sobre eles?

O que sabes dos seus sentimentos? Dos seus sonhos? Das suas ideias sobre a vida? Sabes como se sentem em relação a si mesmos?

Conheces os projetos deles?

Sabes o que os faz sentir felizes?

Conheces os interesses deles?

Eu não estou a falar de conhecer uma personalidade, porque isso não é conhecer. Isso é o julgamento que fazemos de alguém... e que nos impede de realmente conhecer, tocar o coração.

É essa uma das belezas que vejo na maternidade... a capacidade de olhar para o meu filho e não ver uma personalidade.... ver um ser humano a crescer, a conhecer, a experimentar, a aprender coisas novas todos os dias.

E espero que assim continue. Que consiga sempre "vê-lo", e a ela também, para além de caraterísticas de personalidade que possam ser mais expressivas neles.



segunda-feira, 11 de maio de 2015

As atitudes que fortalecem a conexão com o meu filho

Grande parte das minhas clientes são mães. Todas elas são filhas.

Todos nós entramos na maternidade com uma bagagem emocional e psicológica muito grande e, na maioria das vezes, sem saber como essa bagagem afeta o relacionamento com os nossos filhos.

Eu costumo dizer que não é possível ser um pai ou mãe consciente com técnicas ou ferramentas para melhorar o nosso relacionamento com os nossos filhos, sem que isso implique uma grande transformação de consciência interior desse pai ou mãe.

O relacionamento com os nossos filhos só pode mudar quando nós mudamos a forma de viver esse relacionamento, quando nós mudamos a forma de nos relacionar connosco mesmos, com este momento, e com os nossos filhos.

Não são os nossos filhos que precisam mudar, aprender, crescer. Nós, pais e mães, precisamos mudar a nossa forma de pensar, precisamos aprender mais sobre nós mesmos e sobre os nossos relacionamentos, e precisamos crescer interiormente em consciência. Só assim podemos viver em harmonia com os nossos filhos, com a nossa família.

No meu relacionamento com o meu filho tenho-me dado conta de alguns princípios/atitudes que vou seguindo. Não aprendi nenhum destes princípios num livro ou num workshop. A minha experiência interior, do dia-a-dia, e possivelmente a minha escolha de viver com consciência e de mindfulness, tem-me levado a ser/agir assim com ele.

Respeito: saber que ele é um ser humano. Respeitar a sua essência, a sua vontade, o seu estado de desenvolvimento, os seus ritmos, as suas emoções. Saber que o crescimento de um ser humano até à fase adulta passa por várias vezes, aprender a respeitar cada fase, pois o respeito essencial está presente: respeito pelo ser que ele é.

Confiança: confiar nele. Confiar na capacidade dele de fazer por ele, de aprender, de saber o que precisa e o que quer. Confiar nas competências dele de lidar com a vida a cada instante.

Consciência: saber que quando "vejo" algo no meu filho que me incomoda isso acontece porque algo em mim está a ser despertado - uma emoção/memória/crença foi ativada e algo em mim está a sentir-se ameaçado. A melhor forma de lidar com isso é com atenção consciente, aceitação e muita paciência, permitindo que as minhas emoções sejam o que são, sem as julgar e sem as querer mudar.

Aceitação: de cada momento, como ele é. Incluindo os momentos de birras, de sono, de maiores desafios. Aceitar que o meu filho também tem as suas emoções, e que a minha aceitação sem julgamento desses momentos lhe permite processar o que sente. É essencial que todos nós saibamos e pratiquemos a aceitação de tudo aquilo que sentimos. Sentir medo, raiva, tristeza e frustração é tão normal como sentir alegria, felicidade, amor e motivação. Os nossos filhos só podem saber disso se nós lhes permitirmos sentir e se nós nos permitirmos sentir também.

Sinceridade: falar abertamente sobre o que sentimos é fundamental. Permitir que os nossos filhos possam falar sobre tudo, sem os julgar e culpar, é crucial, para que se sintam livres para experimentar, errar e viver!
Dizer a verdade sobre o porquê de não poderem fazer alguma coisa em algum momento. Já dei conta que há pessoas que dizem que as crianças não podem brincar com alguma coisa porque agora essa coisa foi passear, ou que não podem comer doces porque não temos doces em casa, que agora não podemos ir passear porque "uma mentira qualquer". Eu digo a verdade: agora não podes brincar com plasticina porque vamos jantar e fica tudo uma grande confusão na sala e eu não me sinto muito confortável, agora não te vou dar doces porque já comeste hoje e eu tenho medo que te faça mal, não vamos passear porque estou cansada.

Observação e escuta: observo e escuto o meu filho. Observo-o a brincar. Observo-o na interação comigo e com outras pessoas. Observo-o a dormir. Observo-o a andar, a correr. Escuto-o, sem o interromper. Observo o que está a fazer quando fala comigo. É fundamental para o compreender, especialmente quando ainda não tem o domínio completo da linguagem. Observo as suas reações às brincadeiras, às conversas, às atividades. É a melhor forma de saber como posso ajudá-lo nos momentos em que ele está a aprender a gerir as suas emoções. É a melhor forma de eu aprender a comunicar com ele.

Autenticidade: ser eu mesma com ele. Nada de estratégias, nada de técnicas, nada de nada. É permitir abrir o meu coração ao que eu sou quando estou com ele, sem querer ser uma mãe assim e assado, sem querer ensinar isto ou aquilo, em querer isto ou aquilo dele.

Se todas estas atitudes são fáceis?

Sim, são!

O mais difícil é lidar com muitas das emoções que vão aflorando em mim. Mas aí também é importante ser sincera, autêntica, e ele também vai compreendendo e aceitando que as emoções que ele sente são normais. Faz parte da vida SENTIR, passar por momentos mais fáceis e outros mais difíceis, e crescermos juntos, sem julgar, apenas acolhendo, abraçando e amando MUITO!





quarta-feira, 6 de maio de 2015

Eu acredito que todos queremos a felicidade dos nossos filhos!

Um pensamento que tem "assaltado" a minha mente nos últimos dias:
Hoje em dia os pais preocupam-se muito mais com o que dão de comer aos filhos, com aquilo que eles comem, como comem, onde comem, quando comem.
Hoje em dia os pais preocupam-se com o rendimento escolar, com as boas notas, com o sucesso profissional dos filhos daqui a 20 ou 30 anos.
Hoje em dia os pais preocupam-se com a independência e autonomia das crianças que mal sabem andar e falar.

Eu acredito que todos queremos a felicidade dos nossos filhos!

No entanto, quantos são aqueles que se questionam sobre a felicidade dos seus filhos AGORA?
Quantos de nós questionamos o que é a felicidade para nós?
Quantos são aqueles que dão atenção ao que os filhos sentem? Que dão liberdade para sentir, para viver, aqui e agora?

Quantos são os pais que se questionam sobre a relação entre aquilo que sentem e aquilo que os filhos sentem?

Quantos de nós estamos tão preocupados com aquilo que comemos, fazemos ou vamos fazer, que nos esquecemos do mais importante: como nos estamos a sentir AQUI E AGORA? Qual é a nossa verdadeira realidade interior agora?

É que é isso que estamos a dar aos nossos filhos.

Podemos dar-lhes a melhor comida e mais saudável do mundo, colocá-los na melhor escola, proporcionar-lhes as atividades extra curriculares mais fantásticas e originais, mas se descuramos o poder do nosso coração, das nossas emoções, da nossa atitude, estamos mesmo a criar pessoas felizes?



Acredito nisto!

Redefinir:
Agressão dos nossos filhos como defensividade.
Desafio como uma resistência à nossa resistência.
Mentira como uma chamada de atenção para a nossa própria rigidez.
Raiva como uma rebelião contra a nossa desconexão.
Ansiedade como uma reação contra nosso controlo.
Distração como um reflexo do nosso próprio caos interior e desordem.
Resistência como uma chamada para nossa própria inflexibilidade.
Tristeza como um alarme para o nosso medo da dor.

Quando transformamos o comportamento dos nossos filhos como um impulso para o nosso próprio despertar, nós absolvemos os nossos filhos do fardo de se corrigirem a si mesmos.
Em vez disso, nós incorporamos as mudanças que os seus comportamentos despertam em nós. Ao fazê-lo, ajudamos a nós mesmos na nossa cura e libertamos as nossas crianças.
Dra. Shefali Tsabari



domingo, 3 de maio de 2015

Uma perfeita confusão divina

A PERFECTLY DIVINE MESS
Bow to your awkwardness. Smile at your clumsiness. Befriend your incompetence. Laugh when you stumble and fall. These are all precious waves in the undefinable vastness of you.
Perfection is unattainable in time, but found only in presence; the presence of imperfection makes you real, and relatable, and that's perfect. You'll be consistent when you're dead. Until then, celebrate your silly old self, your marvellous inability to conform, or to live up to any image at all.
Don't bore yourself into a spiritual coma. Say the wrong thing, just for once. There is such freedom in allowing yourself to fuck up, to be kind to your mistakes, to kiss the ground as you rise again, to adore the falling too.
Don't let your spirituality numb your humanity, your humility, and most importantly, your humour.
- Jeff Foster


Nas sessões individuais que faço, muitos dos desafios que as pessoas enfrentam estão relacionados com o fato de não quererem sentir o que estão a sentir, de imaginarem uma vida perfeita, sem medos, sem ansiedades, onde a mente lhes diz que já deveriam sentir-se melhores e onde os altos e baixos emocionais são vistos como uma problema.

Uma das coisas que me atrai nas palavras do Jeff Foster é isto: a aceitação plena das flutuações emocionais, o não querer um estado diferente daquele que está a acontecer.

Como já partilhei antes, eu já passei por crises de ansiedade, e lembro-me de que na altura pensava que não deveria sentir aquilo, procurava soluções para o que estava a sentir, ouvia outras pessoas dizerem o mesmo, que devia ter alguma emoção do passado que precisava perdoar. Lembro-me de pegar em livros, fazer meditações com o único propósito de corrigir o que se estava a passar de errado comigo.

Sabes em que é que isso resultou? NADA! Aliás, pior do que nada, é que mantinha a mesma ansiedade e às vezes ainda piorava.

Descobri algo profundo com essa experiência: não havia nada de errado comigo e nunca nada está errado comigo, nem com os outros. E no momento em que aceitei a ansiedade, as crises de ansiedade passaram. Desisti de querer controlar o que sentia. Desisti de querer curar o passado. Desisti de procurar soluções.

Descobri que somos muito mais humanos, humildes e amorosos quando aceitamos que há momentos em que surgem emoções fortes, que não controlamos nada, e de que podemos relaxar aqui e agora.

E é neste estado interior que a verdadeira cura acontece (seja ela o que isso for). Passamos a estar mais calmos e relaxados agora, vemos a vida a fluir com mais alegria interior, e aceitamos os momentos de tristeza, frustração e dor com abertura! Aceitar a não aceitação é fundamental... aqueles momentos em que não conseguimos aceitar o que sentimos? Também são importantes!!!!

É não resistir a nada...



sábado, 2 de maio de 2015

Birras

Já escrevi sobre elas várias vezes.

Só posso partilhar a minha opinião, que é também a minha experiência.

Eu não acredito nos "2 anos terríveis" como muitas mães, psicólogos e entendidos gostam de lhes chamar. Não acredito e essa não é a minha experiência.

As crianças fazem birras. Sim. Os adultos fazem birras. IMENSAS! Os adultos fazem birras quando as crianças fazem birras!! Oh oh!! Se fazem!

A partir dos dois anos (para uns um pouco antes, para outros um pouco depois) as crianças começam a desenvolver um senso interior de maior independência e autonomia (que por acaso é que o muitos pais querem, é por isso que os colocam a dormir no quarto deles cedo, é por isso que os obrigam a estar à mesa e comportar-se como adultos, quando ainda não o são, entre outras coisas).

Se as crianças começam a desenvolver autonomia e independência é óbvio que vão querer fazer imensas coisas por elas, ao ritmo delas.

Claro, vais dizer-me que eles não podem fazer tudo aquilo o que querem, que tu não tens tempo para o ritmo deles. Eu compreendo.

Mas também compreendo que isto de ter filhos não é só para o nosso belo prazer e interesse, não é para criar uma criança para ser e estar como nós queremos e para seguir as nossas ideias de como é ser criança e ser nosso filho ou filha. Desculpa dizer-te isto desta forma, mas sinceramente, não encontro outra forma de o fazer!

É muito importante que como pais despertemos para esta realidade, porque senão as birras não vão ser apenas aos dois anos, vão manter-se pela nossa vida fora e nós, pais, vamos continuar a fazer birras constantes de cada vez que os nossos filhos nos mostrarem que querem ser aquilo que SÃO e não aquilo que nós queremos que eles sejam ou satisfaçam!

Eu não estou a falar de questões de segurança. Se uma criança quer atravessar a rua quando estão a passar carros, quer usar uma faca afiada, quer brincar com tesouras, quer abrir o forno quando está quente, quer mexer no fogão, ou outra situação que coloque em risco a sua segurança e de outras pessoas, nós pegamos na criança e não a deixamos fazer isso. Explicamos o porquê com amor e carinho, de forma empática. E a nossa conexão com ela, nesse momento, vai evitar a birra ou vai ajudá-la a lidar com a frustração do momento.

Aquilo que eu observo com o meu filho é que as birras surgem em momentos específicos:

- Está com sono
- Está com fome
- Está a sentir-se desconectado de mim e/ou do pai
- Quer fazer algo à maneira dele ou sozinho

Se está com sono, o melhor é criar as condições para ele dormir. Se por alguma razão ainda não estamos em casa, então saber isso, dizer-lhe que sabemos, que também estamos cansados e compreendemos, é fundamental.

Eu agora não posso fazer caminhadas com ele ao colo. E ele já não me tem pedido colo nessas alturas. Se fica cansado, baixa-se e pede-me para baixar ao lado dele. E ficamos ali, até ele sentir que pode continuar.
Há alturas em que tenho pressa, é verdade. Também lhe digo isso. Se ele se levanta e continua, muito bem. Se não, eu entendo, e pergunto-me o que é mais importante para mim: o bem-estar do meu filho ou o resto. A resposta é óbvia! E a mente pode dizer que temos compromissos, que na vida temos que fazer sacrifícios, que eles têm que ter noção do tempo, mas isso eles aprendem com a experiência e no seu devido tempo. Não é com dois anos, quando nem sequer têm um corpo que lhes permita andar sem ficar cansados durante muito tempo. (Ele não gosta de carrinho, quer ir sempre a pé.)

Quando tem fome, oferecemos comida! Não há muito mais a dizer sobre isto, pois não? Falta meia hora para o jantar... oferece uma peça de fruta, dá a sopa mais cedo, dá um bocado de pão. Os ritmos de fome da criança não têm que satisfazer as nossas necessidades horárias!

Se se sente desconectado dos pais. Acontece quando eu e o Luís estamos a conversar, e por alguma razão, o Luís não lhe deu toda a atenção que ele queria quando chegou a casa. Só existe uma solução: criar conexão. Integrá-lo na conversa, falar para ele, dar-lhe a atenção que ele está a PRECISAR.
Deixa lá isso de que as crianças têm que aprender a respeitar os adultos a falar, têm que aprender a ouvir, têm que aprender a xpto!! Elas aprendem observando os adultos. Tu respeitas os outros a falar? Tu respeitas quando o teu filho fala para ti? Tu escutas os outros? Tu escutas o teu filho?

Quando quer fazer algo à maneira dele ou sozinho, é avaliar no momento se o pode fazer. Pode? Então, é deixar!

A conexão é fundamental. O respeito pelo que eles sentem tem que estar sempre em primeiro lugar.

"Não chores. Pára de chorar. Pára de fazer birra. Pareces um bebé. Não tens razão para chorar. Estás a fazer birra."
Falar para outra pessoa ao lado: "Está a fazer birra. Está a chamar a atenção. Deixa-o estar, isto passa-lhe. Está a fazer o teatro dele."

Isto é falta de respeito! É não respeitarmos o que a criança está a sentir naquele momento. É desvalorizar os seus sentimentos.

Quando uma criança chora, precisa de nós. Precisa do nosso colo, do nosso olhar, da nossa compreensão, do nosso amor. Precisa do nosso NÃO JULGAMENTO. Precisa da nossa PRESENÇA.

Às vezes basta pegar ao colo, dizer "Eu estou aqui.". E mais nada.

Pergunta-te porque queres que as birras passem? Porque quero que o meu filho não chore? Porque quero que ele faça as coisas como eu quero?

As emoções são uma parte fundamental da nossa vida. Não vale a pena fugir delas. Ensinar a aceitação daquilo que sentimos, sem julgar, desde cedo, evita-nos a nós e a eles muitas frustrações (agora e mais tarde).



Esta semana... deixar ir... soltar... largar!

Deixar SER!