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quinta-feira, 23 de julho de 2015

Hoje é dia para relembrar que "eu não sei o significado de coisa alguma"



Quando não colocamos as nossas ideias passadas como pontos de referência para ver e viver o momento presente, conseguimos desfrutar de uma visão fascinante e cada experiência é nova, única e saborosa.

Trazer a mente de principiante para os nossos relacionamentos é um desafio tremendo.

Hoje, vou relembrar-me que posso ver tudo e todos como se fosse pela primeira vez!

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Sem esforço




"Presta atenção, quando o coração está vazio de intenção, está também vazio de tensão. E um coração livre de tensão abençoa todo o mundo." ~ Mooji


terça-feira, 21 de julho de 2015

Não julgar


Posso ser um espaço para isto?

Os julgamentos surgem. A mente julga, o tempo todo.
Não julgar é escolher observar este momento, como ele é, sem acreditar em tudo o que a mente nos diz.


Gentileza

When we choose to be kind rather than cruel, we get to experience kindness. ~ Everyday Blessings: Mindfulness for Parents, Jon and Mila Kabat-Zinn

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Atitudes que me ajudam a nutrir a simplicidade na maternidade

Gentileza
Não julgamento
Não saber (mente de principiante)
Paciência
Confiança
Não esforço
Aceitação
Deixar ser

Foi bom recordar estas atitudes com frequência durante esta gravidez.
É bom recordar estas atitudes numa base diária, estando grávida ou não. E especialmente com uma criança pequena.

Como adultos, nem sempre sabemos lidar com as nossas emoções. E temos que saber gerir da melhor forma as nossas emoções e as das nossas crianças, especialmente quando são muito pequenas e ainda não possuem a competência de regulação emocional.

Desenvolver e nutrir estas atitudes tem-me ajudado a estar mais presente comigo e com o meu filho.

Também me relembra a nutrir a presença consciente noutros relacionamentos, assim como no dia-a-dia, nas situações que vão surgindo.

Estas atitudes são úteis porque nos relembram o quanto o fluxo com a vida é natural, seja nos momentos de meditação formal, seja em todos os outros momentos em que estamos em "ação" no palco da nossa vida.

Pessoalmente, para mim são mais úteis no dia-a-dia, do que nos momentos de meditação. É mais fácil aplicar estas atitudes quando estamos sozinhos, de olhos fechados, virados para dentro, do que quando estamos distraídos com tantas atividades exteriores, com tantos estímulos e relacionamentos que nos mostram o quanto não somos gentis, o quanto julgamos, resistimos, nos apegamos, irritamos e lutamos contra aquilo que é.

O caminho para simplificar a nossa vida é também um caminho de tremenda consciência, de enfrentar medos, fantasmas que se escondem na nossa mente, emoções que não gostamos de sentir. Não dá para simplificar por fora sem simplificar por dentro!

E como mãe, sei que tenho um papel fundamental na vida do meu filho. E não quero colocar nele a responsabilidade pelo que eu sinto, pela minha felicidade. É um caminho que preciso percorrer por dentro, momento a momento, se lhe quero dar a liberdade de viver a sua própria felicidade.

Só podemos dar amor verdadeiro aos nossos filhos, quando nos permitimos sentir esse amor verdadeiro, incondicional. Nem que seja por breves instantes, num sorriso, num abraço, num olhar.

E ter a intenção de deixar o meu filho ser quem é, em cada instante, é fundamental para me relembrar a olhar para ele como um ser completo. Só assim, naqueles momentos mais desafiantes, posso lembrar-me que estamos juntos, nesta jornada, para partilhar o AMOR da vida, e que a minha orientação só pode surgir momento a momento, com gentileza e consciência.

Posso saber, em determinado momento o que é melhor para ele (não atravessar a rua quando vem carros, dormir quando já dá sinais de sono e a brincadeira parece mais aliciante).

Posso ser firme e gentil quando atira com os brinquedos quando está frustrado, segurando nele, abraçando-o e explicando-lhe que isso estraga os brinquedos e existem outras formas de lidar com o que sente. Dando-lhe alternativas, como por exemplo, atirar com os peluches ou com almofadas!

E posso fazer "time out" quando me sinto muito irritada com alguma atitude dele e não consigo lidar com o que sinto nesse momento. Eu posso fazer. Ele não! Eu posso afastar-me, explicar-lhe que estou a sentir-me irritada e preciso de um pouco de tempo para mim, para respirar fundo e relaxar.

Nutrir a presença consciente permite-me lidar com os desafios da maternidade com outra consciência. Simplifica. Descomplica. Une. Conecta. 




Podes ver vídeos sobre as atitudes mindfulness aqui.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Nutrir o silêncio e atenção consciente, em nós e neles!

3 minutos mindful

É tão simples nutrir o silêncio e a atenção consciente com os mais novos.
Acredito que somos nós que os distraímos demais. Por vivermos distraídos, distraímos os outros. De forma inconsciente.
Em pequenos gestos podemos devolver o silêncio às nossas crianças, relembrando-nos que 3 minutos a observar algo,com a nossa total atenção, pode ser relaxante e fascinante.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

We learn on the job

Nothing anyone ever tells us prepares us for what it is actually like to be a parent. We learn on the job, in the doing, charting our own paths, relying on our inner resources, including the ones we never knew we had, taking our cues from our children and from every new situation that presents itself. We have to live inside of parenthood to know what it is. It is a deep and abiding inner work, a spiritual training all its own, if we choose to let it speak to us in that way, literally moment to moment.
~ "Everyday Blessings: mindfuness for parents", Jon and Myla Kabat-Zinn

Cores







Levámos marcadores para a rua. Ele tirou foto (com ajuda) quando encontrava algo da mesma cor do marcador.

Saber e viver

Uma coisa é saber muito sobre algo... outra é colocar esse alguém prática na nossa vida de forma podermos verdadeiramente viver em paz.

Durante muitos anos "achei",sinceramente, que praticava os ensinamentos de "Um Curso Em Milagres". Aquilo que eu pensava que eram... e até ao ponto em que eu estava disponível.
A vida foi-me mostrando os vários aspetos em que eu não estava disponível e tantos relacionamentos onde os milagres eram deixados para segundo plano, escolhendo as mágoas como ponto de referência.
O curso foca-se imenso nos relacionamentos. 
Eu fugi desse ensinamento durante muito tempo. Aliás,  é muito mais fácil culpar os outros pela forma como me sinto - a forma como cresci e me educaram, a escola com as suas aventuras e desventuras, as várias experiências que me marcaram negativamente. Tudo fora de mim!
Só que chega um momento em que não dá mais... em que percebes que se continuas a esticar a corda, ela rebenta!
Podes mudar de caminhos... podes escolher outras formas de lidar com o que sentes... mas ou escolhes perdoar e perdoar-te ou a paz será apenas um vislumbre, que te abraça por momentos e se esconde rapidamente por baixo das tuas mágoas.
Assumir responsabilidade pelo que sentimos é algo avassalador. Necessário quando queremos a paz verdadeira, mas avassalador. E lidar com as emoções que de vez em quando nos visitam pode ser difícil,  doloroso e a vontade de fugir disso é tanta que nos vemos a regressar aos padrões habituais de culpa, ressentimento e vitimização.

Conseguir parar, observar... tomar consciência,  chorar e largar... nem sempre é fácil.  E quando o fazemos, mais um pedacinho de paz se torna mais evidente, o nosso coração fica mais leve e luminoso.


opportunities for being there

“When you wash your hands, when you make a cup of coffee, when you're waiting for the elevator - instead of indulging in thinking, these are all opportunities for being there as a still, alert presence.” 

Eckhart Tolle


domingo, 12 de julho de 2015

Reconhecer o nosso sistema interno de comunicação

"Instead we want our children to recognize that they have an internal system of communication known as intuition. They can tune in to their own impressions, perhaps learning that they get grouchy when they are thirsty or feel a stomachache coming on when they aren’t being true to themselves. They can use these signs when making decisions. The child whose gut feelings are taken seriously will learn to respond to the form his intuition takes."

Todo o artigo aqui.

Abrir caminho

Há momentos em que "me passo", em que "não consigo e não quero" deixar por dizer.
E é também depois desses momentos que reconheço mágoas guardadas que ainda não consegui perdoar.
Assim, aceitar as "minhas explosões" é abrir um caminho interior de consciência e de perdão.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

"Eu não sei o que isto significa"


Observar.
Sem julgar.
E não colocar os nossos julgamentos à frente do momento: sobre as pessoas, sobre as situações.

"Eu não sei o que isto significa."
Há anos que este mantra está na minha vida... lembrar-me dele é que nem sempre acontece. Mas é bom quando me lembro, quando consigo deixar-me ir com cada experiência, tudo se torna mais simples, mais leve.


quinta-feira, 9 de julho de 2015

Healing

HEALING HAPPENS WHEN 'YOU' GET OUT OF THE WAY
Let people go through what they have to go through in the present moment! They are tired and they want to rest. They are exhausted from the fight, from the pretence and the lies, from having to hold everything in and hold everything together and hold everything up, and great waves of energy are now being released throughout their body.
Stay present with them. Waves of sorrow, hopelessness, fear, shame and guilt are surging now. Let the energies rise up, let their whole body vibrate and shake and quake if it must, let them wail, scream, roar, laugh, cry, shit themselves if they have to. Offer them nothing but the greatest gift of all: your fearless presence. Stay with them through each breath, each motion, in every moment. Hold their hand, but don’t try to fix them, change them, stop them experiencing what they are experiencing, or give them premature answers.
If you become uncomfortable, or feel like you want to rush in and ‘heal’ them, or ‘save’ them, or ‘fix’ them, or prevent them from feeling what they are feeling, or make everything ‘okay’ for them, own that – it’s your need, your discomfort, your fear, not theirs. Do not treat them like a victim or an invalid. Do not confuse them with who you think they are. Honour the power that moves in them; validate their experience totally. Trust the unpredictable intelligence of healing, and know that their ‘symptoms’ may get worse before they get better; energy may become more intense before it dies down. What appears now as chaos and disintegration may in fact be necessary release and intelligent reorganisation of a blocked system.
Sometimes our hearts need to break wide open so we are able to hold more life, more powerful love. Let your warm presence remind your friend of their own warm presence, so stable, so fearless, so free, so deeply rooted, grounded, here. Know that who they truly are cannot be broken, not by even the most intense energies, and cannot be fixed, and life never makes mistakes even when life seems like a mistake.
Love is all that matters. The rain falls, stars explode in silence somewhere out in the vastness of space, and here on this tiny planet someone called Earth, sometimes we meet and hold each other.
– Jeff Foster

Mente de principiante


É talvez o maior desafio para mim: ver como se fosse pela primeira vez.
Retirar os conceitos na natureza... parece simples.
E pessoas?
Acontecimentos?

Esse é o desafio!

terça-feira, 7 de julho de 2015

Gratidão e Amor


Love is all that matters. The rain falls, stars explode in silence somewhere out in the vastness of space, and here on this tiny planet someone called Earth, sometimes we meet and hold each other.
– Jeff Foster

Amor


Quase a chegar



FIRST YOU MUST RIDE
And you will find yourself on that road again, halfway between the life you left behind and the life you have not yet claimed. And for a moment, breathless, you will forget the destination, forget where you are going because your heart is ablaze, and the wind is in your hair now, and the world cannot keep up with you. You are too fast for this world, too alive to think about consequences.
You have risked everything to ride on this road, risked ridicule and rejection and your precious reputation, but you have chosen life over death, freedom over approval, speed over stagnation.
You have fallen in love with the unknown again.
The destination will show itself, yes, a new life will rise, but first you must ride, guided only by some inner knowing, a little frightened, but in awe of your own courage.
- Jeff Foster


Às vezes não consigo colocar em palavras o que vai cá dentro... e encontro palavras que se encaixam em mim, fazem sentido, vibram neste instante!

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Uma lição para mim

“Trying to understand is like straining through muddy water. Have the patience to wait! Be still and allow the mud to settle.” ~ Lao Tzu

Ouço-me muitas vezes dizer: não compreendo. E sei que é uma das armadilhas da minha mente. Só que nem sempre me lembro.


quinta-feira, 2 de julho de 2015

Os teus pais ensinaram-te...?


Um texto lindo, palavras inspiradoras que merecem ser partilhadas... lidas com o coração... sentidas.
E para quem é pai ou mãe, vale a pena refletir nelas ainda mais.
Porque quando damos conta que muitas emoções que nos "assaltam" hoje em dia são apenas sombras da infância que pedem a luz da nossa consciência e do nosso perdão, damos também conta que podemos ser uma luz no caminho dos nossos filhos, em vez de perpetuar o ciclo de sofrimento na nossa família.
Porque ainda hoje... ouvi dizerem ao meu filho "ah gostas de mim e não vens ao meu colo?", "não queres isto? não gosto mais de ti!". E dói... dói cá dentro ouvir isso. E sei, que só preciso escutar isto com amor, aceitação e não julgamento. Deixar doer... e amar quem as diz. Porque só quem precisa de amor pede amor desta forma.
E também sei que não é dessa forma que quero que o meu filho cresça.
Quero que saiba que é amado por ser quem é. É amado mesmo quando está triste, está zangado, quando atira os brinquedos pelas escadas, quando grita ou chora, quando não quer arrumar os brinquedos, quando estraga livros ou pinta nas paredes.
Amar não é concordar. Amar não é deixar fazer tudo. AMAR é só amar. E deixar que esse amor possa ser a resposta nas situações que mais nos desafiam enquanto pais, é um dos maiores desafios para nós: e é aí que temos sempre uma possibilidade de deixar a nossa luz brilhar a dois, o nosso filho e nós, no abraço do amor encontrar a melhor forma de solucionar o desafio, sem culpar, sem castigar, sem humilhar, sem reprimir.


"DID YOUR PARENTS TEACH YOU...?
When you were a little one, you learned to hide, suppress, ignore or deny precious parts of yourself, in order to win mummy or daddy's approval or favour, please them, make them happy, stop them from hitting you, avoid their punishment or ridicule or neglect, or simply stay alive another day. Early on, you learned that certain thoughts or feelings were 'wrong' or 'bad', that love came from outside of yourself, grace had to be earned, your experience was basically untrustable, and you were less than whole. You felt guilty for being you.
But you were always a perfect expression of the totality, awesome in your ordinariness, a beloved child of the universe.
Did your parents teach you that?
Your sorrow was sacred, your anger was holy, your fears were drenched with intelligence. Your questions were brilliant, your answers were your own, your joy was internally-generated, and your parents were only flawed human beings, battling with pain you may never understand, acting out their unresolved trauma, using you to diffuse unimaginable tension in their bodies and minds. You didn't cause their pain and you are not responsible for fixing it. You were always innocent.
Your guilt ("I made them unhappy!") was intelligent then, but it's old now. You are not responsible for anyone else's happiness, and you never were. Walk your own path and let others walk theirs.
Shine more brightly than ever before, little one, and let others be inspired by your shining; this is the end of guilt, the beginning of true love; it is the path that always lived in your heart."
- Jeff Foster

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Como te sentirias se soubesses que alguém que amas muito está a usar estratégias para lidar contigo?

Tenho observado que existem cada vez mais pais e mães a quererem educar os seus filhos de uma forma mais consciente, no entanto, sentem dificuldade em serem mais calmos com os filhos, em serem mais positivos, em saber como estipular limites sem perder a paciência, em saber lidar com as frustrações dos filhos ou outras emoções.

Eu acredito que estas dificuldades surgem, acima de tudo, quando nós queremos mudar a forma como criamos uma criança, mas não queremos olhar primeiro para nós, mães e pais, enquanto seres humanos, e ser mais conscientes do que se passa dentro de nós.

Os nossos filhos oferecem-nos a oportunidade de aprendermos a questionar as nossas crenças, valores e ideias. Dão-nos a possibilidade de revisitar memórias do passado para as perdoar e poder viver a maternidade no momento presente livre de padrões emocionais e de comportamento que vivem de forma inconsciente em nós.

Mas será que aproveitamos esta oportunidade? Aceitamos o convite dos nossos filhos para despertar para uma nova consciência?

Hoje em dia ouve-se e lê-se muito sobre estratégias para lidar com as crianças. Como te sentirias se soubesses que alguém que amas muito está a usar estratégias para lidar contigo?

As nossas crianças são seres humanos. E não são "monstrinhos terríveis" que precisam ser domados, disciplinados ou ensinados a ser pessoas.

Acredito que aquilo que mais precisamos é olhar para dentro, tomar consciência da forma como lidamos uns com os outros e, acima de tudo, como nos vemos no mundo: quem somos, gostamos de nós, confiamos em nós, respeitamos a nós mesmos por sermos quem somos?

Viver a vida de uma forma automática, sem questionar o que pensamos, sem questionar o porquê de dizermos o que dizemos, de fazermos o que fazemos, leva-nos onde? Se olharmos à nossa volta vemos crianças mais ou menos felizes? Famílias mais ou menos felizes? Escolas cheias de profissionais e alunos felizes?


amor ou mágoas?

"O plano do ego para a salvação está centrado em guardar mágoas. Ele mantém que, se outra pessoa falasse ou agisse de modo diferente, se alguma circunstância ou evento externo fosse mudado, serias salvo. Dessa forma, a fonte salvação é constantemente percebida fora de ti. Cada mágoa que guardas é uma declaração e uma afirmação na qual acreditas, que diz: "Se isso fosse diferente, eu seria salvo." Desse modo, a mudança da mente necessária para a salvação é exigida de todos e de tudo, excepto de ti mesmo."

Um Curso Em Milagres, Livro de Exercícios, Lição 71



Que hoje eu me lembre que posso abandonar as minhas mágoas e escolher o AMOR!