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sábado, 29 de agosto de 2015

Um dia antes de te conhecer

Tu... cá dentro.

Nós dois 


Yoga a duas antes de dormir

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

E se cada mudança de fralda for um ato de amor, em vez de um ato banal?


Podemos fazer dos nossos dias rotineiros com as crianças dias fascinantes, repletos de amor.

E se o nosso amor for sentido pelos nossos filhos como atenção consciente? 

Cada mamada. Cada muda de fralda. Cada festa. Cada beijinho. 

Um gesto que se renova a cada instante.

As rotinas deixam de ser banais. Reconhecemos a sua importância: é nos pequenos gestos do dia-a-dia que demonstramos o nosso amor e sentimos a felicidade!


Quantas vezes fazes uma coisa a pensar em mil e uma outras coisas?

Quando estamos com alguém, a outra pessoa sente a nossa energia, a forma como nos sentimos e a nosso estado de atenção - se estamos ou não presentes, neste instante, ou se estamos a pensar noutra coisa.

Os bebés são altamente sensíveis. E a sua forma de comunicar não é verbal, o que significa que necessitam muito mais da nossa atenção consciente.

É normal que a mente vagueie (é o que ela faz) e é normal que nós não estejamos 100% do tempo presentes. Para mim, o mais importante quando lidamos com um bebé é ter a consciência que a nossa mente vagueia e ter a intenção de estar o mais presente possível. 

Quando o Rodrigo era pequeno, lembro-me de ter percebido a importância de estar presente para ele nos momentos em que não estava presente. 

Quando estava a pensar noutra coisa, quando pegava nele sem o avisar e sem estar conectada com ele, a olhar para ele (estava com a mente noutra coisa), ele chorava. Isso chamou a minha atenção.

E ainda hoje é assim. Quando eu estou presente para ele, atenta a este instante, existe uma ligação entre nós de entendimento, compreensão e cooperação. 

Acredito que quando são ainda mais pequeninos, recém-nascidos, é também muito importante criar esta ligação. Mesmo que eles possam não compreender tudo o que dizemos (não sei bem se é assim ou não), mesmo que eles não nos possam responder ou comunicar as suas necessidades verbalmente, mesmo que pareça que eles não entendem o que nós estamos a fazer, eu sinto que é importante estar PRESENTE com eles e comunicar-lhes o que está a acontecer.

Quando damos de mamar.

"Queres leitinho? Vou dar-te a maminha."

Quando lhes trocamos a fralda e a roupa.

"Vamos trocar a fralda. Vou mudar esse interior. Vou tirar uma manga, a outra. Vou vestir-te um interior lavado. Vai passar por cima da tua cabecinha e dos teus olhinhos. Agora uma manga. Agora outra."

Quando lhes damos banho.

"Está na hora do banho. Vou despir-te. (...) Agora vou colocar-te na água. Está quentinha. Vou limpar os teus olhinhos. É bom sentir a água no rosto? Vou colocar água na tua cabecinha e lavar o teu cabelo. (...) Agora vou tirar-te do banho e vou colocar-te na toalha."

Quando os pegamos ao colo.

"Vou pegar em ti." (Esteja na cama, no ovo, no sling, no colo do pai.)
"O mano quer pegar em ti. Agora é ele que vai segurar em ti ao colo."

É claro que há momentos de silêncio. Se calhar há dias em que o banho é mais em silêncio.

Às vezes, a mudança da fralda a meio da noite também é mais em silêncio.

Quando estamos presentes, conseguimos um equilíbrio entre o que é dito e o que é transmitido em silêncio.

O mais importante, para mim, é ter a noção de que um bebé não é um boneco, é uma pessoa, num corpo pequenino, que está a crescer e precisa da nossa atenção. 

Se conseguirmos estar silenciosos dentro de nós e conectados com os nossos bebés, é provável que a nossa resposta aos seus pedidos não verbais seja mais certeira. E mesmo quando não é, a nossa capacidade de aceitação do momento, por mais caótico que seja (ter duas crianças a chorar ao mesmo tempo pode tornar-se caótico), expande-se.

Ter um bebé nos braços pode ser uma oportunidade para abrandar o ritmo, tomar consciência do momento presente e amar cada instante, como ele é, pelo que ele é. Sem pensar no futuro, apenas a desfrutar deste momento tão bonito e simples.




domingo, 16 de agosto de 2015

Aceitação radical


“On this sacred path of Radical Acceptance, rather than striving for perfection, we discover how to love ourselves into wholeness.” ~ Tara Brach

É nesta aceitação que reconhecemos tudo aquilo que ainda não conseguimos aceitar, ao qual resistimos ou não conseguimos perdoar. Não importa a linguagem que usamos, o que importa realmente é o reconhecimento interior de que há aspetos de nós que não gostamos, aspetos dos outros que nos incomodam verdadeiramente. E que está tudo bem. Está sempre tudo bem!


segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Nova vida


E vida nova para todos, aqui em casa.

Receber uma nova vida, é acolher um amor sem limites e aceitar que a partir de agora existe mais uma companheira nesta jornada da vida.

É também uma oportunidade para relembrar a força da nossa presença consciente perante um bebé.

Às vezes, é muito fácil esquecer o poder da nossa presença consciente, não julgadora e recetiva, quando eles começam a crescer, a comunicar connosco em palavras.

Mas quando são bebés, a única forma de comunicação é através da nossa presença observadora e o mais limpa possível dos filtros das crenças e memórias do passado.

Um bebé convida-nos a acolher o momento, reconhecer as necessidades do instante e a responder da forma mais amorosa e útil possível.

E convida-nos a olhar para dentro, porque existem tantas crenças e medos que chegam até nós pelas vozes dos outros.

Acolher um novo ser é acolher a nós mesmos, no nosso próprio colo de AMOR, com gentileza, paciência, curiosidade e deslumbre.




sábado, 1 de agosto de 2015

Eu tenho um sonho...

Um dia, todos os bebés serão respeitados como seres humanos que são, como pessoas com um corpo pequenino, que precisam do nosso amor, presença e consciência ao serem recebidos neste mundo!

Um dia não vamos ouvir "não chores". Vamos dar o nosso colo, em total aceitação, e vamos ouvir o seu choro e responder com gentileza, escutando todos os sinais para perceber qual a necessidade que eles estão a expressar e de que forma a podemos suprir.

Um dia não vamos ouvir que os bebés são manhosos e manipuladores. Vamos compreender o quanto eles precisam de colo, atenção, maminha, mimos, beijos, contacto físico e vamos oferecer-lhes isso com toda a nossa generosidade, sem comentários, julgamentos ou medos.

Um dia vamos decidir estar conscientes do que se passa no nosso universo interior e vamos receber os nossos bebés nessa consciência.

Um dia vamos reconhecer que todos partilhamos este caminho,  com medos e emoções difíceis, mas também com muito amor para nos darmos a mão e fazermos a viagem juntos.

Que os bebés nos possam lembrar a nossa humanidade e generosidade, para darmos sem limites nem julgamentos.

Não só quando são os nossos filhos... porque esses relembram-nos com qualquer idade.

A todos os que encontram bebés no seu dia-a-dia, a todos os que trabalham com recém-nascidos... como seria bom saber que os nossos bebés chegavam a este mundo e eram recebidos com olhares de ternura e aceitação por todos os que lhe tocam, falam com eles e interagem de alguma forma com eles.

Eu consigo imaginar um mundo assim!