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domingo, 20 de setembro de 2015

Aceitar o que sentes

E aceitar o que os outros pensam que tu sentes.

Ontem dei comigo a justificar o meu comportamento. Só porque alguém disse que eu estava com medo.

Eu não estava. E justifiquei e expliquei o meu comportamento.

Se pensar sobre isso, faço-o várias vezes. E qual o  propósito da minha explicação? Aprovação.

Estão a dizer uma coisa que não está de acordo com aquilo que eu estou a pensar, sentir. Eu tenho que me justificar, explicar, esclarecer.

Dependendo das situações, pode (e deve) ser útil.

No entanto, quando a justificação surge de uma necessidade de aprovação, não acredito que seja útil. É útil no momento em que reconheço e "acordo" desse padrão.

E ao escrever isto lembrei-me que me justifiquei, tal como me justificava com a minha mãe, quando ela dizia que eu estava a fazer algo porque eu estava a pensar isto ou aquilo, e EU NÃO ESTAVA! Eu ficava furiosa com isso. E o que me deixava mais furiosa é que não adiantava eu dizer que não era isso que eu estava a pensar/sentir.

Estar consciente do momento presente permite-nos encontrar padrões emocionais e perdoar dores do passado, abrindo o coração a novas escolhas e, acima de tudo, à liberdade de ser quem somos.

Além disso, permite-me criar os meus filhos de forma mais consciente. Perguntar a uma criança como se sente e oferecer vocabulário emocional é fundamental.

"Parece-me que estás frustrado. Como te sentes?"
Ao ler uma história: "Como achas que a Camila se sentiu quando viu o gatinho?"
"Eu senti-me muito irritada quando gritaste."


sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Conseguir lidar com as exigências que o dia-a-dia com duas crianças pequenas traz

Acredito que é fundamental reconhecermos qual é a nossa verdadeira motivação para praticarmos meditação ou outra "técnica" qualquer. 

Há pessoas que chegam até mim porque, de alguma forma, não estão satisfeitas com a sua vida, ou melhor, não estão satisfeitas com a forma como se sentem. Muitas vezes, acreditam que é mudando a sua situação de vida que vão ser mais felizes, vão viver mais em paz e vão sentir-se melhor.

Eu acredito nisso tantas vezes! E depois, respiro fundo, observo a tendência de colocar fora de mim a felicidade, e faço o meu trabalho interior, aquele que ninguém pode fazer por mim: escolho este momento e reconheço que "a felicidade é uma escolha que eu tenho que fazer" (UCEM).

Foi através do UCEM que eu descobri a importância de estabelecer uma meta principal, ou descobrir qual a minha verdadeira meta, aquilo que realmente quero. E descobri, que no meio de vários objetivos diferentes, o meu objetivo é sentir-me em paz. 

A paz como meta, ajuda-me a centrar e a respirar fundo nos momentos mais desafiantes. Ajuda-me a SENTIR o que faz sentido e está alinhado com essa meta.

As 7 atitudes mindfulness, apresentadas por Jon Kabat-Zinn são uma excelente forma de me relembrar a focar no momento presente e a constatar que existe sempre uma paz presente, mesmo no meio do turbilhão emocional (mesmo que demore um pouco até essa constatação).

Eu já falei aqui no blog várias vezes sobre as atitudes. Já fiz vídeos sobre as mesmas. E continuo a escrever porque continuo a expandir a minha experiência com elas.

Gosto de focar a minha atenção numa atitude por dia ou por semana. Desta vez, vou focar-me numa atitude por dia, durante 7 dias.

Sexta-feira: Não julgamento.
Sábado: Mente de principiante.
Domingo: Paciência.
Segunda-feira: Confiança.
Terça-feira: Não esforço.
Quarta-feira: Aceitação.
Quinta-feira:Deixar ir.

Com uma bebé de um mês e uma criança de quase 3 anos nem sempre é fácil encontrar um momento descansado e em silêncio para meditar (sem adormecer em menos de um minuto). 

Tenho conseguido meditar entre 10 a 20 minutos todos os dias, e sinto que isso me ajuda imenso. 

Além disso, é fundamental estar presente nas atividades mais simples e rotineiras do dia-a-dia. 

Lembrar-me de estar aqui e agora enquanto mudo fraldas, como, bebo, dou de mamar, faço as refeições, trato das roupas, brinco com o Rodrigo, converso com as pessoas, atendo o telefone, escrevo emails, danço com a Ines para ela adormecer, tomo banho, é também fundamental para me sentir em paz, serena e conseguir lidar com as exigências que o dia-a-dia com duas crianças traz.

Ah... todas as atitudes estão relacionadas umas com as outras, mas posso dizer que a PACIÊNCIA tem sido a atitude que mais tenho desenvolvido e que tem que estar presente todos os dias. É fácil ter paciência quando eles são bebés, mas quando começam a crescer e, nesta fase, com uma irmã mais nova, que de repente começou a ocupar um espaço cá em casa (e no colo da mãe e do pai), a PACIÊNCIA tem sido a minha melhor amiga, de mãos dadas com o AMOR ENORME que me ajuda a colocar no lugar dele!



quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Just admit

Just admit: My life is not in my hands.
It is in God's hands.
Offer yourself up.
Live on God’s plate.
Climb into God’s soup bowl. 
Be willing to be even a single lentil seed in the Lord's minestrone pot.
Like this, become God’s Prasad.
Don’t know how.
Just say 'Yes' and let him take you inside.
~ Mooji

A palavra Deus mexe comigo. Qual Deus? O que é isso de Deus?
Tenho aprendido a abrir mão deste "medo" da palavra Deus, deste medo da imagem de Deus que eu fiz. 
Não saber o que Deus É é a melhor forma de o reconhecer.