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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Mente de Principiante na Maternidade

Mente de Principiante é estar disponível para viver cada momento sem a carga do passado, sem a preocupação com o futuro, sem expectativas, sem uma agenda pré estabelecida!

É olhar para os meus filhos e não ter um propósito por detrás de cada ação.

É olhar para um comportamento que eu sinto como desafiador, que acontece muitas vezes, e não lhe dar um significado. É olhar para esse comportamento como se fosse a primeira vez que acontece, é estar curiosa para compreender, em vez de julgar, opinar, reprimir ou ignorar!

É querer conhecer, e não partir do princípio que já sei como é ou como vai ser.

É deixar de lado as minhas "verdades", as minhas convicções. É estar disponível para estar errada.

É estar disponível para estar realmente presente, em cada momento, sem querer nada.

Parece simples... e quando flui assim, a sensação de bem-estar interior e paz são gratificantes.

Mas nem sempre é fácil. As emoções do passado, as crenças que surgem, os medos que aparecem. É importante saber que tudo o que surge é bem-vindo, é importante, e surge para ser observado sem julgamento.

Seja em nós ou nos nossos filhos.

O passado surge para ser perdoado. E se perdoar for apenas observar sem julgar?

Só assim a mente consegue viver este momento de forma nova. Sempre que o passado aparecer, é observado sem julgar. E assim, no silêncio da observação, surge um momento novo. Porque cada momento é novo. Apenas o nosso apego ao passado o mantém vivo na nossa vida.

E com os nossos filhos... ui... a tarefa nem sempre é fácil.

Quantas horas de sono devemos à cama? E quanto mais cansadas estamos, mais eles ficam irritados. Quanto mais tempo pedimos para nós, mais eles pedem, exigem. E às vezes esta coisa de criar pessoas pequeninas pode ser desgastante, frustrante e deveras irritante!!!

Como manter uma mente de principiante nessas alturas?

Estar MUITO, mas muito presente do nosso silêncio interior. Observar sem julgar. Não querer mudar. Não reagir.

Mas... e a quantidade de mas que a mente nos diz?

Não importam NADA!

De cada vez que valorizamos mais o nosso silêncio interior, seja em que situação for, esse instante vai ensinar-nos tudo aquilo que precisamos. Sim, a nós, mães e pais!

A vida, na sua infinita inteligência, é que está no controlo. Não nós!

E quando aceitamos isso, confiamos. Confiamos que as nossas ações estão a ser guiadas nesse silêncio, um silêncio de AMOR. As palavras fluem, as ações surgem. E nós abrimos mão da necessidade de controlar, de julgar, de ensinar, de educar.

O ensino acontece naturalmente, para os dois lados da relação.




1 comentário:

  1. adoro as tuas relfexões Angela. Já já estarei enfrentando esses desafios e sei que vai ser um caminho árduo mas gratificante! Um beijo!

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