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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Não julgamento


Não julgar é não julgar.
O livro "Um Curso Em Milagres" diz que quando percebermos que o julgamento é aquilo que nos faz sofrer, e percebermos que aquilo que somos é incapaz de julgamento, simplesmente vamos parar de alimentar a vozinha tagarela dentro de nós.

Descobri a meditação mindfulness há mais ou menos três anos. E as atitudes mindfulness fizeram muito sentido para mim.

E descobri também que mindfulness está na moda. Mas está na moda como uma forma de meditar, para relaxar, para não reagir de imediato. 

Contudo, para mim, mindfulness é muito mais que meditar ou relaxar.

É apenas um outro nome para estado de presença, presença consciente, viver no agora. Aquilo que é ensinado por muitos "mestres espirituais" (ou pessoas que vivem em paz e tomaram consciência da sua verdadeira natureza).

E a prática das atitudes leva-nos a viver num estado de abertura ao momento presente, dando espaço a tudo o que acontece - seja pensamentos, emoções ou situações.

É não partir do princípio que sabemos tudo. É estar disponível para observar, para sentir, para questionar. Para viver sem me apegar a nada como verdade.

Aplicar isto à criação/educação dos meus filhos é um desafio. Gratificante.

Observar as várias formas de educar, as várias formas de ensinar e não julgar! Simplesmente manter-me num estado neutro dentro de mim, um estado de paz, e a partir daí, agir.

Tenho descoberto que aquilo que acontece é não seguir nenhuma forma. É simplesmente seguir o momento. É descobrir o que é o amor a cada instante. Não achar que sei o que é amor incondicional só porque sou mãe e sinto um amor enorme pelos meus filhos.

Cada momento. Cada instante. É AGORA que o amor pode ser sentido. É AGORA!


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